Enquanto os outros jogadores tocam a tempestade no jogo de nervos da véspera de um clássico, o goleiro deve ser firme e sólido como uma rochedo à beira da praia. Podem vir as ondas fortes do ataque adversário, que ele se mantém impassível e não sai do eixo. Se algumas pessoas prometem uma chuva de gols e repetir goleadas de outros anos, o goleiro do Paysandu, Emerson, bate no peito e deixa claro que pode vir até tsunami! “Aqui a gente está preparado para segurar e defender tudo”, comenta o arqueiro bicolor, em alusão a Tsunami, do Remo.
A segurança do arqueiro alviceleste não é provocação. O goleiro mostra respeito pelo adversário, que tem sido muito estudado pelo elenco alviceleste. “Os destaques do Remo estão no ataque”, avalia. “O ataque deles é rápido, tem qualidade, e por isso tantos jogadores ofensivos tem tido a oportunidade de jogar, até no time titular”, comenta.
O goleiro explica que para segurar as ondas batendo forte, o técnico Marcelo Chamusca tem procurado, como um arquiteto, montar um alicerce na defesa para segurar as diferentes ondas do ataque adversário.
“Temos de estar atentos para todos, não só com o ataque. Não só com os centroavantes, que podem finalizar as jogadas, mas também os zagueiros, que são bons de bola parada”, diz. “Por isso que estamos procurando nos preparar muito bem contra tudo, para que a gente possa neutralizar esses atletas”, avalia o camisa 1 bicolor.
VERDE COMO O MAR
Se os adversários tem suas lembranças favoritas no clássico, o goleiro bicolor também tem a sua. E, curiosamente, não foi em um jogo decisivo. “Participei de alguns Re-Pas mais importantes, mas o meu favorito foi o primeiro Re-Pa da Copa Verde de 2015”, recorda.
“Foi um jogo que vencemos por 2 a 0 e, em campo, tudo deu certo naquele dia. Se pudéssemos repetir aquele jogo no domingo acho que seria maravilhoso”, avalia Emerson.
A vitória bicolor contou com gols de Yago Pikachu, hoje no Vasco, e Bruno Veiga. O atacante viveu naquele dia seu grande dia em clássicos, caindo nas graças do torcedor ao aplicar uma série de canetas no então lateral direito Levy, que renderam gritos de “olé” das arquibancadas.
(Taion Almeida/Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar