Tal qual fazia seu antecessor Dado Cavalcanti, o técnico do Paysandu, Marcelo Chamusca, conversou com a imprensa após a derrota no Re-Pa e procurou destacar mais os pontos positivos do seu time, sem criticar especificamente algum jogador. O atacante Leandro Cearense, muito atacado pelo penal perdido, foi defendido pelo comandante. “Quatro jogadores treinam para as cobranças de pênalti: Cearense, Bergson, Ayrton e Recife. Qualquer um estava pronto para bater”, avaliou. “O que aconteceu não tem problema, não foi o que definiu a derrota. O resultado é coletivo. Leandro Cearense cometeu uma falha. Faz parte do jogo”.
Para Marcelo, seu time em pouquíssimos momentos foi realmente ameaçado pelo Remo. O técnico atesta que o time controlou o jogo e que o rival venceu nos erros bicolores. “Depois do lance da penalidade, perdemos o Rodrigo e o adversário cresceu, mas não chutou”, analisou. “Parecia até 11 contra 11. Até a vitória veio no lance final. Um lance isolado e que definiu tudo”, falou.
Marcelo acredita que houve impedimento no lance do primeiro gol, mas poupa o árbitro. “Acho que o Edgar estava adiantado, mas faz parte”, comentou Chamusca que, apesar disso, reclamou do critério do árbitro Gustavo Ramos de Melo. “Ele deu o segundo cartão amarelo para o Rodrigo, e o lateral-esquerdo deles estava com um cartão, puxou o Bergson e fez inúmeras faltas no Leandro Carvalho. Foi um equívoco e faltou critério” comentou.
Sobre a pressão de entrar em campo na lanterna do grupo A1, o técnico é enfático – está fora de leitura. “A gente só está nessa posição por ter um jogo a menos. Se ganharmos na quarta-feira, entramos na zona de classificação”, minimizou. “É uma coisa momentânea em razão do cancelamento do nosso jogo, não tenho preocupação com isso”.
(Taion Almeida/Diário do Pará)
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