Assim como no futebol,o Carnaval conta com alguns fatores determinantes para o seu êxito no decorrer dos desfiles das escolas de samba. Digamos que o elenco do time seja as alas alegóricas; o capitão seja a porta bandeira;o camisa 10 seja o mestre-sala e o uniforme as fantasias que compõem a identificação das escolas. Além desses fatores,algo tão importante quanto todosos citados acima, são as bandasque animamos jogos, ou charangas,como são popularmenteconhecidas. É inegável que, emtodo jogo de futebol, o time se impõe aos jogadores, e à torcidaadversária com a ajuda das bandas ou charangas.
FOLIA AZULINA
Fundador de um dos mais tradicionaisgrupos de torcida do Estado, em 1985, José Ronaldo Freire, mais conhecido como Ronaldo da Trovão, ao lado de outros 13 amigos, até hoje leva música aos estádios, em dias de jogos do time de coração, o Clube do Remo.
“Naquela é poca, assim comohoje, nosso objetivo sempre foi levar alegria e incentivar o clube. Pois, todos os presentes no local estão lá para aproveitar e torcer pelo time, que é o mais importante”,comenta Ronaldo. Aindade acordo com o torcedor, o papeldas bandas durante as partidas,além de um incentivo extra,serve como um modo de levarpazaos jogos.
“Futebol e música, principalmenteem época de Carnaval,é um momento único, por isso,aproveitamos nos dias de jogo,para levar toda paz possível aostorcedores, além de muito amor,com o batuque da nossa banda”,conta orgulhoso.Oazulino informaque a banda conta com 23 integrantes,entre baterias e instrumentos de sopros.
FOLIA BICOLOR
Com o mesmo intuito de contagiar os torcedores, outro tradicional grupo de torcida do Estado, fundado em 1989, argumenta ter como o grande objetivo, fazer um show com suas baterias dentro da arquibancada.
De acordo com Gleidson da Silva, diretor do grupo da Torcida Bicolor, a festa que os integrantes promovem em dia de jogo, com as baterias, é algo único.“É muito satisfatório presenciar a festa dentro das arquibancadas,como poucas coisas na vida. É muito emocionante cantar e fazer um show dentro doestádio, com as baterias e apitos”,comenta odirigente.
Apesar das situações incomuns que podem acontecer dentro dosestádios, o dirigente afirma quea principal atividade durante osjogos é fazer a festa com muito batuque. “Cantar para empurrar o time não tem preço. Por isso, o foco sempre será esse: colocar as baterias em dia e cantar”, enfatiza o dirigente do grupo, que conta com 16 membros só na bateria para empurrar o Paysandu.
(Matheus Miranda)
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