Pelo seu histórico na disputa da Copa Verde, a tendência é imaginar que o Paysandu chegue no mínimo às semifinais. O time, finalista em 2014 e campeão em 2016, nunca foi eliminado antes dessa etapa. Mas para quem espera que o jogo contra o Galvez seja algum tipo de “carne assada” pode se preparar para mais dificuldade, neste sábado, às 19h, na Arena da Floresta, em Rio Branco (AC). O time acriano pode dizer que venceu na fase preliminar contra o Nacional-AM com dupla autoridade, na bola e policial – o time é de propriedade da Polícia Militar Acriana e mantém no elenco alguns oficiais da corporação que conciliam os treinos com a atividade policial.
Nascido em 2011, o clube foi uma iniciativa da PM para aproximar a corporação da sociedade, através do esporte. No começo, a influência militar era total – o elenco e comissão técnica eram totalmente formados por policiais e funcionários da polícia e até os treinamentos utilizavam alguns exercícios físicos próprios dos militares. Mas a proposta não durou muito tempo. “Logo notamos que a diferença de desempenho entre jogadores profissionais e amadores, mesmo com todo rigor militar, era muito grande e mudamos o projeto para receber civis também”, explica o diretor de futebol major Edener Franco.
SÓ PRATA DA CASA
Hoje em dia apenas um cargo exige a qualificação militar – a de presidente do clube, sempre o chefe da PM estadual. No elenco, a maioria hoje em dia é de atletas civis. Mas o time mantém uma regra rígida – trabalhar apenas com atletas da região. “Não dá pra fazer futebol só com militares, mas acho que, o mínimo que podemos fazer é valorizar os atletas locais e revelar valores. São coisas que, mesmo aqui, estão se perdendo”, cita Major Franco. Em 2015, quando o Galvez disputou a decisão do Acreanão, foi derrotado por um Rio Branco formado inteiramente por atletas de fora.
(Taion Almeida/Diário do Pará)
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