plus
plus

Edição do dia

Leia a edição completa grátis
Edição do Dia
Previsão do Tempo 25°
cotação atual R$


home
ESPORTE PARÁ

Oito de março, um dia de luta

Há pelo menos 20 anos, quando os esportes de contato (karatê, taekwondo, boxe, entre outros) eram praticados na maioria das vezes por homens, a atleta paraense Josiane Lima, ainda com oito anos de idade, resolveu ir contra todas as perspectivas de, quem s

twitter Google News

Há pelo menos 20 anos, quando os esportes de contato (karatê, taekwondo, boxe, entre outros) eram praticados na maioria das vezes por homens, a atleta paraense Josiane Lima, ainda com oito anos de idade, resolveu ir contra todas as perspectivas de, quem sabe, iniciar um ballet ou até mesmo arte em pintura e viver uma outra vida. Ao assistir um treino com o pai, que se matriculou em uma academia em Belém, ela viu naquele primeiro contato que poderia se apaixonar pelo esporte. E se apaixonou.

Atleta da seleção brasileira de taekwondo, Josiane, 29, mora no Rio de Janeiro há quase cinco anos e vem a Belém quando pode para matar a saudade da terrinha e visitar a família, já que, segundo a própria atleta, quando ela escolheu viver do esporte, sabia das dificuldades, das saudades e principalmente, dos desafios que ia encarar fora das competições. “Peguei várias fases e gerações desse esporte. Logo que iniciei no taekwondo, era bem mais difícil aceitarem uma mulher lutando, principalmente artes marciais. Nessa época, a procura estava começando ainda e em alguns setores a gente via uma certa discriminação. Dentro da minha casa, por exemplo, a minha mãe não queria que eu praticasse esse esporte e sim ballet, mas hoje ela é minha fã número um”, relembra Josiane, pontuando ainda o momento de transição e visibilidade da mulher dentro dos esportes de contato. “A gente sempre teve mulher no esporte, mas nos de contato sempre foi mais difícil, e eu peguei essa transição de viver os momentos difíceis e de muito preconceito. Hoje já é bem mais aceito porque o crescimento do MMA está trazendo uma visibilidade grande às lutadoras, oportunizando uma aceitação maior das pessoas em relação às atletas”, ponderou.

Josiane sentiu na pele o preconceito por ser mulher e principalmente por ser do Norte do país. Foi quando ela conquistou o respeito pela qualidade de atleta que estava se formando. Atualmente, Josiane é titular da seleção na categoria 57kg e também titular na seleção militar, mas, como quer passar para outra categoria, vai enfrentar um desafio na seletiva do Brasil em abril, para passar para a série de 53kg. “Dia 13 estou indo para a Colômbia participar do Open Internacional, que vai servir de competição-treino para o pré-seletivo que vou disputar”, diz.

Josiane finaliza a entrevista lembrando que mesmo que Belém seja referência em muitas artes marciais, ela teve que procurar refúgio em outro Estado porque precisava se qualificar. “Eu vivo do esporte, e aqui no Rio eu tenho o meu técnico, tenho pessoas fortes para treinar e um centro de treinamento, o que infelizmente não temos aí e a situação de quem realmente vive do esporte é essa, deixar a família para ir em busca de se profissionalizar, e mesmo sentindo muito a falta da minha cidade, eu preciso ser forte para continuar em busca dos meus objetivos enquanto atleta”, completa.

(K.L. Carvalho/Diário do Pará)

VEM SEGUIR OS CANAIS DO DOL!

Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.

Quer receber mais notícias como essa?

Cadastre seu email e comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Conteúdo Relacionado

0 Comentário(s)

plus

    Mais em Esporte Pará

    Leia mais notícias de Esporte Pará. Clique aqui!