Não bastasse ter um Galo duro pela frente, no domingo (12), quando volta a atuar pelo Parazão, recebendo a visita do Independente, de Tucuruí, outra preocupação circula entre os atletas do Paysandu e atende pelo nome de virose. A doença causada por vírus, como o próprio nome revela, já fez algumas vítimas entre os atletas, deixando em estado de alerta o técnico Marcelo Chamusca e, principalmente, seus comandados. Os jogadores não escondem o receio de ter de trocar o campo de jogo pelo departamento médico.
O período chuvoso, como o que vem sendo enfrentado pelo Paraense, não costuma fazer estrago apenas nos gramados onde são disputados os jogos do Parazão. Motivo de muitas reclamações por parte dos atletas. O tempo também traz a proliferação de virose, conforme explica o médico chefe do departamento de saúde do Papão, Joaquim Ramos. “A possibilidade desse tipo de situação, com o período das chuvas é bem maior, sem dúvida”, informa.
ADOENTADOS
Hoje, quatro atletas estão afastados dos treinos do Papão por terem contraído a doença. O zagueiro Pablo, o meia Sobralense e os atacantes Bergson, este praticamente recuperado, e Leandro Cearense, que contraiu virose na viagem do time para o amistoso da última quarta-feira (8), contra o São Paulo, em Macapá. De acordo com Joaquim Ramos, o departamento de saúde do clube tem tomado medidas preventivas para tentar evitar novos casos, que, no final das contas, podem atrapalhar o trabalho de Chamusca.
“A gente tem alertado os atletas, com muitas informações e, ao mesmo tempo, temos ministrado vitaminas e proteínas para o grupo”, conta o médico. Apesar dos cuidados, Joaquim Ramos acredita ser muito difícil ter efeito prático quando se trata de virose. “É muito complicado tratar desse tipo de problema”, reconhece. O médico diz, ainda, que antibióticos têm sido ministrados aos atletas em tratamento.
(Foto: Fernando Torres/Paysandu)
AÇAÍ...SERIA UM SANTO REMÉDIO?
Ao mesmo tempo em que procura se precaver do problema, o volante Ricardo Capanema (foto), paraense nato, como o apelido informa, não perde o humor quando o assunto é virose. Indagado, na Curuzu, sobre a recomendação que daria aos seus companheiros de clube para evitarem o problema, o jogador disparou: “Eles têm de fazer como eu, tomar muito açaí, que aumenta a resistência e afasta a doença”, declarou.
Mesmo não havendo estudo científico que aponte o tradicional alimento do paraense como antídoto contra a virose, o médico Wilson Fiel, integrante do departamento de saúde do Papão, salienta a importância de estar bem alimentado para se tentar evitar que a virose seja contraída. “É fundamental aumentar a resistência e a boa alimentação, independente de ter ou não açaí, ajuda bastante na prevenção”, explica Fiel.
Fiel concorda com seu colega de profissão e de clube, Joaquim Ramos, quanto a maior proliferação dos casos de virose neste período de chuvas. “Dá para se notar isso nos atendimentos de urgência nos hospitais e nas clínicas de Belém. O quadro viral é muito grande”, conta. Por sua vez, Ramos explica que não há tempo específico para a recuperação dos atletas ou qualquer outra pessoa atingida pela doença. “Depende de vários fatores, entre eles, o quadro clínico de cada um”, argumenta.
(Nildo Lima/Diário do Pará)
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