Nesta temporada, os times de Remo e Paysandu possuem algumas diferenças bem marcantes. Diferente dos bicolores, os azulinos trabalham com um elenco enxuto, sem estrelas e com um investimento bastante reduzido, principalmente se for comparado às últimas temporadas. Já o Paysandu, com um elenco numeroso, se deu ao luxo de jogar a última rodada com um time B, que acabou jogando até melhor que o principal. Desta forma, surgiu uma situação em que o rival de domingo estaria em dúvida sobre que time usar. O certo é que os azulinos garantem ir com tudo, independentemente de quem vier.
O zagueiro Henrique, capitão remista, conta que o Remo vem se preparando para enfrentar qualquer time que o Paysandu mandar. Ele destaca que não vem acompanhando o time adversário, mas sim que está focado no Leão e pensando no clássico de domingo, às 16h, no Mangueirão. “Não importa se eles vão usar time A, B ou se vão unir os dois para jogar com a gente. Eles que se virem, porque domingo o bicho vai pegar”, promete o defensor azulino.
O remista afirma que o Remo vai preparado para sair do Mangueirão com a vitória para que assim, o time se mantenha invicto. “Não foi fácil, até aqui, chegar com essa invencibilidade. E a gente espera que neste domingo a gente continue invicto e saia com uma grande vitória”, avisa.
PREPARAÇÃO
O treinador Jousé Teixeira, após a crise de labirintite no último jogo, comandou o treinamento com bola do Leão. O técnico azulino trabalhou a equipe com apenas nove jogadores, sem os dois atacantes. A expectativa é que hoje isso seja definido, já que Josué afirmou que não faria mistérios e, até esta quinta-feira, o time titular já seria conhecido pela torcida.
Exigências do mandante não preocupam azulinos
Os bastidores do Clássico Re-Pa continuam bastante agitados. O Paysandu, mandante da partida, fez algumas solicitações para o confronto. O time bicolor pediu exame antidoping e quer ficar posicionado no banco à direita das cabines de imprensa, comumente utilizado pelo Remo. Os azulinos se dizem tranquilos e garantem que essa movimentação nos bastidores não interfere na partida.
O zagueiro Henrique, que vai para o seu sexto Re-Pa e afirma que prefere deixar essas situações de bastidores para a diretoria azulina resolver. “Não interfere em nada. Eles têm esse direito, o problema é deles. Estamos preocupados em trabalhar e se preparar bem durante a semana”, afirmou o capitão azulino.
Outro pedido foi o exame Antidoping. “Nós temos de estar preparados para fazer o antidoping quando pedirem. A hora que quiserem fazer, pode fazer e todo mundo vai dar negativo”, afirma. “Tudo o que é tomado é supervisionado pelos profissionais do clube. Estamos bem tranquilos. Vai ser um gasto a mais, mas isso é problema deles”, minimiza Henrique.
(Café Pinheiro/Diário do Pará)
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