Na vitória do Clube do Remo, na última quinta, contra o Santos-AP, o atacante Val Barreto abriu o caminho para a virada azulina. O jogador, um dos xodós recentes da torcida, retornou ao Baenão cercado de desconfiança, já que passou praticamente um ano sem participar de um jogo oficial.
Val Barreto estava sem balançar as redes desde setembro de 2015, quando ainda jogava pelo Mogi Mirim-SP. “Eu estava ansioso para que esse gol acontecesse antes. Mas não é na hora que a gente quer. Eu procurei trabalhar mais, ter tranquilidade e saiu”, conta. “Eu creio que mais gols vão sair. Esse foi o primeiro de muitos que virão pela frente”, projeta o centroavante.
O atleta acredita que este gol pode lhe fazer crescer cada vez mais, nas próximas partidas, já que agora ele ganha muito mais confiança. “Jogador é 100% a parte psicológica. E um gol é muito importante, ainda mais para mim, que sou centroavante. Eu vivo disso. Eu estava ansioso e estava me atrapalhando”, explica. “Tira um peso das costas, mas eu sei da responsabilidade e temos de procurar sempre marcar mais gols e procurar os objetivos que o clube tem”, destaca Val.
Para o jogo da volta na segunda-feira, às 20h15, no Zerão, contra o Santos-AP, o atacante afirma que os azulinos já estão se preparando para trazer a classificação. “Se a gente brigar, colocar a nossa vontade e a garra que a gente vem tendo nos jogos, eu creio que a gente vai buscar um bom resultado lá”, argumenta. Os azulinos jogam por um empate e podem até perder por um gol diferença, desde que marquem, no mínimo, dois gols. Já o Peixe consegue a vaga nas semifinais caso vença por 1 a 0. Caso o placar se repita, o classificado será conhecido nas cobranças de pênalti.
A bola do jogo é quadrada? O lateral-direito Léo Rosa tem sido um dos jogadores mais regulares do Clube do Remo até aqui nesta temporada, jogando todas as partidas da equipe. O atleta tem sido efetivo com assistências e gols, e é o titular absoluto da posição. Só que contra o Santos-AP, ele, assim como todo o grupo, não foi bem e acabou vaiado. Além disso, o lateral foi atrapalhado pela bola do jogo. Léo Rosa assume que não foi bem no jogo, porém, ele também reclama do gramado e de outro fator importante para o desenrolar da partida. “Foi o pior primeiro tempo que eu fiz, mas essa bola é ruim. Não é desculpa. Não somos só nós que estamos reclamando, os outros times também reclamam desta bola horrível”, afirma. “Mas além da bola, nós também estávamos errando, eu errei cruzamento, escanteios”, completa. O lateral afirma que agora é bola para frente e pensar no jogo da próxima segunda-feira, onde a classificação será decidida. “Nem sempre vamos acertar todas. Temos somente que descansar e nos preparar para a volta. O campo estava muito pesado, muito ruim. Isso dificulta bastante. E sentimos um pouco”, argumentou |
(Café Pinheiro/Diário do Pará)
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