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ESPORTE PARÁ

Ex-jogador Mesquita fala sobre consumo de bebidas

Na semana passada, a situação do atacante Edgar que, segundo a direção do Clube do Remo, começou um tratamento contra o alcoolismo, foi assunto no cenário esportivo paraense. O artilheiro azulino já voltou a jogar normalmente na equipe titular. Mas o que

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Na semana passada, a situação do atacante Edgar que, segundo a direção do Clube do Remo, começou um tratamento contra o alcoolismo, foi assunto no cenário esportivo paraense. O artilheiro azulino já voltou a jogar normalmente na equipe titular. Mas o que chamou mesmo a atenção, foi a declaração de um diretor remista, que disse que preferia ficar com Edgar, do que com o treinador Josué Teixeira, já que o Remo tem um “histórico de jogadores que bebiam, mas que na hora da partida, resolviam em campo”. A opinião polêmica lembra o caso do atacante Alcino, até hoje considerado pela torcida azulina um dos maiores ídolos do Leão.

Entretanto, o problema de jogadores com álcool, não se restringe somente ao Remo. “É uma situação atual. Tem o Adriano Imperador, que acabou com a carreira dele por causa disso”, comenta Mesquita, ex-jogador do Remo e que atuou com Alcino. Ele conta ainda que há muitos fatores que influenciam neste distúrbio dos atletas. “Muitas famílias não apoiam, é muita pressão em cima de um jogador. Os caras não aguentam. Atleta de futebol é solitário, treino, concentração. É muito complicado”, explica.

O ex-jogador ressalta que alguns atletas bebiam e muitos ainda bebem. Entretanto, ele destaca que, no futebol atual e no mundo muita coisa mudou. “Antes, o jogador ia para um bar e ficava lá no canto dele. Hoje, tem foto, celular, selfie, é mais complicado”, diz. “E também não cabe mais isso. Um profissional ganha bem, tem um ganho alto. Não dá para fazer isso, não. O futebol mudou”, completa.Mesquita se diz muito feliz com a atitude do Leão em ajudar Edgar a se recuperar do vício. “Ele é um cara com 31 anos. E o Remo está dando mais essa oportunidade para ele. É uma ação louvável. Tomara que ele se recupere”, torce.

‘Ressaca’ não combina com o futebol contemporâneo


Os torcedores azulinos mais antigos costumam dizer: “Bom mesmo era o Alcino, que jogava de ressaca e fazia gols”. Mas da década de 1970 até 2017 muita coisa mudou no futebol. Claro, que os jogadores com mais técnica ainda se sobressaem, mas é necessário estar com o físico em dia para que as jogadas ofensivas e defensivas possam ocorrer. Por isso, a ‘ressaca’, independentemente do talento do atleta, no futebol atual, é mais um rival.

“São 11 guerreiros em campo, pegando e atacando. Antes o condicionamento era diferente, era mais a técnica. Só alguns corriam, hoje não é assim”, conta Frederico Chimiti, o Dico, ex-goleiro do Leão. “A Seleção Brasileira só deu essa crescida, por causa dos homens de meio, que estão marcando forte, pegando e saindo para o jogo. Ainda tem o Neymar se sobressaindo. Hoje, todo mundo marca”, comenta.

Condicionamento

O ídolo remista já foi conselheiro e fez parte do conselho de futebol do Remo. Ele ressalta que também é fundamental que o atleta esteja bem com a sua parte física. “Se não condicionar, não funciona. Não tem espaço para esse tipo de atleta. Nem o Edgar, nem ninguém. Por bem, o Remo tem um técnico que não aceita isso”, pontua. “Agora, é importante que o Remo esteja tratando o jogador. Sou completamente a favor desse tipo de ajuda”, completa Dico.

(Café Pinheiro/Diário do Pará)

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