No início da temporada, o treinador do Remo, Josué Teixeira, disse que o time dele precisaria aprender a sofrer para conquistar os objetivos. Ou seja, o Leão teria de lutar e suar bastante para vencer os jogos. E a equipe vinha assim, porém, nos últimos jogos, começou a mudar de comportamento.
O goleiro André Luís comenta que o sucesso do time acabou elevando a vaidade do elenco em alguns momentos. “A gente ia cobrar um ao outro e não estavam aceitando a cobrança. Isso dentro de campo só tem a nos levar a pontos negativos”, conta.
O arqueiro destaca que, durante a conversa com os dirigentes, o presidente Manoel Ribeiro fez duras críticas ao desempenho da equipe. “A gente tem de ter vergonha na cara. O clube dá toda a infraestrutura para a gente, dá a condição de trabalho, fazem o possível e o impossível. Os culpados somos nós, jogadores”, acredita o goleiro. “Nosso time é limitado. Era um time guerreiro. Nesse último jogo, não mostramos isso. A gente não é um time imbatível, mas tem de perder com garra. Se a gente perde, mas jogando com vontade, a chegada no aeroporto seria diferente”, completa, relembrando a hostilidade da torcida no retorno de Macapá.
SALTO ALTO?
André destaca que do jeito que o Leão jogou, seria impossível ganhar de qualquer equipe amadora. Além disso, ele não sabe dizer o que ocorreu para que os azulinos calçassem ‘salto alto’. “Todos éramos renegados. Aí, fomos conquistando as coisas aqui. Nossa concentração estava lá em cima. Só que em vez de usar isso como exemplo, deixamos cair. Perdemos a concentração, perdemos o foco”, argumenta.
(Café Pinheiro/Diário do Pará)
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