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ESPORTE PARÁ

Vice-presidente aposta em uma parceria para o Remo

Enquanto presidente Manoel Ribeiro segue com o discurso de reabrir o Baenão nesta temporada, o seu vice, Ricardo Ribeiro, acredita que não será possível. O dirigente vê que os problemas financeiros estão atrapalhando. Entretanto, possíveis parceiras podem

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Enquanto presidente Manoel Ribeiro segue com o discurso de reabrir o Baenão nesta temporada, o seu vice, Ricardo Ribeiro, acredita que não será possível. O dirigente vê que os problemas financeiros estão atrapalhando. Entretanto, possíveis parceiras podem ajudar o estádio a ser reinaugurado, mas só ano que vem.

Segundo Ricardo Ribeiro, já há um projeto, feito por uma empresa que não teve o nome divulgado, com todo um levantamento para revitalizar o estádio. “A empresa vai fazer praticamente toda a reforma do Baenão e não vai haver custos. Está tudo sendo conduzido, na tranquilidade. Mas precisamos ter paciência”, afirma. “Não vamos pegar em dinheiro. A empresa vai fazer a reforma, mas terá o retorno nos Naming Rights, com shows, e o Remo cede o espaço. A empresa usaria o espaço e marca”.
Apesar de não haver custo para os azulinos, óbvio que, para se reformar o Baenão, existe um preço e um prazo de entrega.

Ricardo Ribeiro conta que, neste levantamento, já foi feito o orçamento e a previsão da obra. “Tudo deve ser entregue início de 2018. Para este ano, seria uma irresponsabilidade você falar isso. Estamos brigando para assinar este contrato ainda. Os custos são de, aproximadamente, R$2 milhões”,destaca.

Sobre o projeto, Ricardo conta que vai ser uma obra inovadora. “Vamos ter espaço para o sócio-torcedor, área-vip. Vamos ter as cadeiras modernizadas, museu. Vai ser um projeto muito bonito e grandioso. Do jeito que tem que ser. A capacidade será de 15 mil pessoas”, conclui.

Diretor comenta estado atual do estádio

O estádio Baenão precisa voltar rapidamente, já que o Remo vem perdendo bastante dinheiro, principalmente, por jogar no Mangueirão. Entretanto, as obras não podem ser feitas de qualquer maneira, muitos menos o Evandro Almeida se entregue incompleto, para que depois seja finalizado, como já chegou a ser proposto anteriormente por ex-dirigentes do Leão. Afinal, se for para voltar para casa, que seja de uma vez.

Do ponto de vista da segurança e da limpeza da área, o diretor de estádio, Agnelo Valente, conta que a área do Carrossel e a das Mercês, onde estava tudo quebrado, já foi limpo. “Vamos pavimentar o Carrossel para possíveis parcerias. As Mercês, vamos pavimentar, mas nada vai ser feito de imediato. Vai ser um espaço livre lá, por enquanto”, afirma. “Os hidrantes já estão 80% instalados. É uma exigência do Corpo de Bombeiros. Já não é mais um problema. Os vestiários serão outros. Agora é preciso de vestiário feminino, adaptado. Serão todos novos”, destaca.

Agnelo não chegou a falar em orçamento para a obra do estádio, porém, o dirigente foi enfático, é preciso que se pense no Baenão por completo para reabri-lo. “A obra precisa ser orçada por completa. Não adianta orçar arquibancada, blindex, e esquecer a iluminação. É preciso orçar os equipamentos, sala de segurança, tudo. O Baenão é um complexo”, argumenta.

PARA ENTENDER

Naming Rights - É a parceria entre a empresa e o clube de futebol, que vende o “direito do nome” do estádio do time. No caso, a empresa paga uma quantia em dinheiro para ter o seu nome vinculado à praça esportiva, podendo utilizá-la sempre que precisar. Desta forma, os estádios costumam ser transformados em arenas multiuso, onde, além dos jogos, ocorrem shows e outros eventos.

Exemplo no Brasil - A parceira mais popular no Brasil é no Allianz Parque, o estádio do Palmeiras. Até 2019, o Verdão deve embolsar cerca de R$100 milhões por causa deste contrato. Um dos primeiros modelos foi em 2005, no contrato entre o Atlético-PR e a Kyocera. A empresa de eletrônicos ficou quase dois anos com os direitos de exploração da área externa da Arena da Baixada.

Problemas - Um dos principais problemas é que, quando a empresa detentora dos Naming Rights precisa utilizar o espaço, o clube é, praticamente, obrigado a ceder. Algumas vezes, alguns clubes brasileiros já deixaram de jogar em seus estádios por causa desta situação

(Café Pinheiro/Diário do Pará)

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