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ESPORTE PARÁ

UFC: paraense conta detalhes de sua preparação

Sendo um dos principais estados do Norte a revelar atletas de MMA para o mundo, o Pará novamente contará com a presença de um conterrâneo no principal evento de artes marciais mistas do planeta, o UFC. Deiveson Alcântara, o “Deus da Guerra”, como é conhec

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Sendo um dos principais estados do Norte a revelar atletas de MMA para o mundo, o Pará novamente contará com a presença de um conterrâneo no principal evento de artes marciais mistas do planeta, o UFC. Deiveson Alcântara, o “Deus da Guerra”, como é conhecido no mundo das lutas, fará a sua estreia no UFC 212, no Rio de Janeiro, no próximo dia 3 de junho.

O atleta, que é natural de Soure, Ilha do Marajó e primo de 2° grau de Iuri e Ildemar Marajó, referências do esporte no país, está invicto na carreira, com 11 vitórias em 11 lutas, e terá a missão de abrir o evento contra o mexicano Marco Beltrán, em luta valida pela categoria dos pesos moscas, cuja o limite é 58kg. Deiveson, que realizou boa parte do seu camp em Belém, faz os últimos ajustes para conseguir o maior triunfo de sua carreira. Confira.

A LUTA COMO TRADIÇÃO

“Eu nasci em Soure e, lá, a presença da luta marajoara é muito forte. Meu avô, meus tios e primos, sempre praticaram desde que eu era criança. Por isso, desde cedo, a luta sempre foi muito próxima a mim, mesmo sendo muito frouxo quando criança. Mas com o passar do tempo, eu encontrei no estilo uma porta para o meu futuro. Se sou lutador hoje, devo tudo às minhas origens”.
MUDANÇA PARA O MMA“Costumo falar que comecei o aprendizado nas lutas com 12 anos, pelos ensinamentos que vinha adquirindo, até então, apenas na luta marajoara. Quando percebi que levava jeito, busquei novos desafios e entrei no MMA, aos 16 anos de idade. Foi amor à primeira vista. Hoje, com 29 anos, não me vejo fazendo outra coisa. Sei que tenho talento, mas busco todo dia melhorar, para ser um grande nome no esporte”.

ORIGEM DO APELIDO

“Quando comecei a lutar profissionalmente, todo lutador tinha um apelido que fizesse referência ao estilo de luta. E eu não queria ficar pra trás. Precisava de um apelido agressivo e que intimidasse os meus adversários, só que não vinha nada na cabeça. Até que um dia, jogando videogame, meus amigos me botaram o apelido de Deus da Guerra. Até máscara me arranjaram, e não deu outra”.

ELO COM OSIRMÃOS MARAJÓ

“No MMA, além dos meus companheiros e treinadores, se tem alguém que sou extremamente grato, são os irmãos Iuri e Ildemar. Eles estão comigo desde o início e sempre me apoiaram. Eu tenho muito orgulho de poder defender a academia deles, pois são pessoas de um coração enorme. Seja no tatame ou no dia a dia, eles sempre estão ao dispor. Além do mais, nós temos um grau de parentesco, primos de 2° grau. Mas, no fim das contas, somos todos irmãos”.

SENTIMENTO À FLOR DA PELE

“Até agora ainda não caiu a ficha que vou realizar o meu sonho. Relembrar tudo o que fiz pra chegar aonde cheguei, não tem palavras. Às vezes, as lágrimas caem pela emoção ser muito grande. Não vou desperdiçar essa chance. Dei muito duro para isso e nenhum adversário vai tirar isso de mim. Estou representando muita gente, sei que estou muito emotivo por tudo que está ao redor, mas passa um filme de tudo o que aconteceu até hoje. Sei que esse é só o começo, mas é o começo de uma nova era”.

PREPARAÇÃO PARA O DUELO

“A luta foi fechada em março, e, desde lá, venho treinando sem parar para essa luta. Posso dizer que fiz a preparação da minha vida. Realizamos boa parte ainda em Belém, na Marajó Brothers. Como o Iuri também vai lutar no card, aproveitamos para manter o ritmo aqui no Rio. O peso tá em dia, e podem esperar uma vitória ainda no primeiro round, se Deus quiser. Vou lutar no meu país, com a torcida. Acreditem, isso é muito importante para o lutador. Ajuda muito no psicológico, que é determinante dentro do octógono”.

RIVAL EXPERIENTE

“Vou enfrentar um rival muito perigoso, por isso, estudamos todo o jogo dele. Ele gosta muito do wrestling, da luta pegada, e esse jogo casa bem com o meu. Ele já fez algumas lutas no UFC, mas vem de derrota, por isso, é capaz dele entrar calmo, e esse será o momento que vou anular ele e buscar o nocaute”.

APOIO DA TORCIDA

“Espero contar com a torcida paraense em energias positivas para mim. Sou paraense com muito orgulho e sempre vou buscar fazer o meu máximo para os meus fãs. Se tiver oportunidade com o microfone, vou dedicar um tempo para o meus fãs e ao meu estado, após a minha vitória”.

(Matheus Miranda/Diário do Pará)

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