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ESPORTE PARÁ

Ilaílson volta ao Remo precisando dar explicações

Acorriqueira cena de torcedores procurando brechas nas paredes e portões do Baenão, para tentar enxergar o treino do Remo, se repetiu com um toque de tensão na tarde de ontem. Muitos se mostravam inconformados com o acerto com o volante Ilaílson e reclama

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Acorriqueira cena de torcedores procurando brechas nas paredes e portões do Baenão, para tentar enxergar o treino do Remo, se repetiu com um toque de tensão na tarde de ontem. Muitos se mostravam inconformados com o acerto com o volante Ilaílson e reclamavam ruidosamente do clube promover o retorno de um “traíra”. Do lado de dentro, o atleta, com expressão serena e alegre, explicava que estava muito feliz de voltar ao clube onde “sempre se sentiu muito bem e feliz de defender”. Alguma coisa não parecia fazer sentido.

Veja como foi a apresnetação

Curiosamente, Ilaílson não é um jogador de histórico polêmico como atleta do Remo. Após algumas atuações decisivas pelo Paragominas, na reta final do Parazão 2013, quando o time do interior eliminou o Leão e deixou o time sem calendário, o volante castanhalense chegou ao Baenão, já em 2014. Geralmente subestimado e cotado para ser banco, foi titular durante a maior parte da sua passagem e conquistou feitos importantes com a camisa azulina, como o bicampeonato Paraense 2014-2015, o vice-campeonato da Copa Verde 2015 e o acesso à Serie C no mesmo ano. Tudo isso foi ótimo, a bronca do torcedor era outra.

Ao final do contrato com o Remo, se transferiu para o Paysandu e em um jogo contra o Paragominas participou da comemoração de Leandro Cearense, mostrando sete dedos para a torcida bicolor que fez a festa. Mas os azulinos não curtiram a provocação - em referência aos 7 a 0 que o rival bicolor aplicou em um Re-Pa de 1945. Ontem, em sua reapresentação, Ilaílson diz que foi mal interpretado.

MAL ENTENDIDO

“Pode parecer invenção, mas na hora do jogo nem pensei nisso. O Leandro foi comemorar virado para a família dele e a filha completava 7 anos naquele dia”, afirma o volante. Ilaílson diz que teve consciência da repercussão pelas redes sociais e já na época, como agora, pediu desculpas ao torcedor azulino. “Infelizmente eu e o Leandro saímos marcados por isso. Entendemos a paixão do torcedor, mas estamos preparados para procurar recuperar a confiança com o nosso futebol, como sempre foi e fizemos bem”, comentou o atleta azulino.

O atleta precisou justificar um tal 7 que fez com a mão em comemoração no Paysandu (Foto: Reprodução)

Saída do Remo não foi tão conturbada assim

Embora tenham corrido comentários durante sua contratação que a saída de Ilaílson do clube, no final de 2015, foi tumultuada, o jogador afirma que a situação não procede. “Nunca tive problemas com o clube. Tenho um respeito pela instituição e pessoas que trabalham aqui. Hoje, quando voltei, só reencontrei amigos, da portaria ao futebol, que ainda tem muitas pessoas da época da Série D” afirmou.

A verdade é que, após a saída do Leão, a carreira de Ilaílson não teve o mesmo brilho. No Paysandu, em 2016, foram poucas oportunidades. Após a saída do clube, acertou com o Boa Esporte-MG, que ele avalia como uma das piores experiências profissionais que já passou e “prefere nem comentar”.

Apesar de algumas ofertas de clubes das séries C e D, Ilaílson afirma que nenhuma era tão interessante quanto a do Remo. Apesar de mostrar vontade, a reestreia deve demorar mais um pouco. “O ritmo de jogo é zero. Segui treinando, por conta própria, a parte física, estou bem, mas a falta de ritmo pesa muito. Acho que em duas semanas fico em condições de jogar” promete.

ILAÍLSON

RAZÕES PARA AMÁ-LO

- Bicampeonato Paraense 2014-2015 (quebrando um jejum de 5 anos sem títulos)
- Vice-Campeonato da Copa Verde 2015
-Acesso à Série C em 2015 (após 6 anos de tentativas)

RAZÃO PARA ODIÁ-LO?
- A polêmica comemoração fazendo o número 7 com as mãos (foto), quando jogava pelo Paysandu, até hoje gera ira entre os azulinos.
- Contudo, Ilaílson garante que tudo não passa de um mal-entendido e que o 7, no caso, era a idade da filha de Leandro Cearense, que aniversariava naquele dia.

(Taion Almeida/Diário do Pará)

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