Depois da jornada iluminada que o Pinheirense teve no Campeonato Brasileiro da Série A2 de futebol feminino, em que terminou com o título e o acesso à elite nacional do ano que vem, o plano traçado para o futuro da equipe é simples: poder realizar uma boa campanha na próxima temporada. Mas, com a sua inclusão garantida em um novo patamar, o que o time paraense pode esperar para a disputa da divisão principal da categoria?
Embora o General da Vila tenha enfrentado algumas equipes de nome na Segundona, como o Náutico-PE e a própria Portuguesa-SP, e ter realizado algumas partidas em arenas de Copa, a realidade da Série A1 é outra. Contando com a presença de grandes times do cenário nacional, como Corinthians, Flamengo e Santos, atual campeão, o nível técnico do torneio é bastante superior do que o grupo icoaraciense encarou no atual campeonato. O Santos, por exemplo, além de contar com um investimento fixo, tem também um elenco poderoso, de jogadoras de seleção - e a promessa é contratar ainda mais selecionáveis para a temporada 2018.
Outra desvantagem para o Pinheirense será a locomoção. Diferente das viagens da Série A2, em que o plantel se deslocou, exceto na final, apenas entre as regiões do Nordeste e Centro-Oeste, para o ano que vem o time irá enfrentar mais tempo de voo, pois boa parte dos times da elite se encontram no eixo Sul-Sudeste.
Entretanto, para quem superou todas as desconfianças, essas adversidades são “galhos fracos”. “Dificuldades, em qualquer lugar, sempre irão ter. Nossa trajetória foi uma prova disso. Mas vamos sempre nos doar para o melhor. Assim como nessa competição, não entramos como favoritas e ganhamos, quem sabe na elite não aconteça o mesmo?”, declarou a treinadora Aline Costa, sem confirmar se permanecerá à frente do time no ano que vem.
Apesar dos desafios, o General também contará com alguns pontos a seu favor, como a fórmula de disputa da competição, que, assim como a Segundona, tem o mesmo formato (até o momento). Outro detalhe é o conforto da estrutura dos estádios, que em sua maioria, tem seu padrão de acordo com o exigido pela Fifa. Mas o principal é o financeiro. Com maior visibilidade, a chance do time garantir patrocínios é grande, além de receber uma cota por partida. No meio de coisas boas e ruins, a única certeza para o ano que vem, é que o Pinheirense participará para fazer barulho entre as potências do país.
(Matheus Miranda/Diário do Pará)
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