A derrota do último sábado (5) diante do Figueirense-SC, a quarta do time jogando em casa, ainda manteve o Paysandu na zona intermediária, entre o G4 e o Z4, da Série B do Brasileiro. Mas, o Papão corre o sério risco de já iniciar o “returno” da competição ainda mais perto da zona da morte, o que faria com que a Fiel não só perdesse de vez a esperança no acesso da equipe à Série A em 2018, mas, também, aumentasse o receio da queda do time à Série C do Nacional, competição que a equipe já disputou por oito vezes.
Ocupando a 15ª colocação na classificação, com 23 pontos, o Papão pode ser superado hoje pelo Santa Cruz-SP, que soma os mesmos 23 pontos e ocupa a 16ª posição, levando, porém, desvantagem no saldo de gols (-1 x -4), segundo critério de desempate, no confronto com os bicolores. O time pernambucano enfrenta o Criciúma-SC, no estádio do Arruda, em Recife, na abertura do “segundo turno” do campeonato.
Outra ameaça aos bicolores, que voltam a campo no sábado (12) para enfrentar o Oeste-SP, na estreia dos times no “returno”, são Figueirense-SC e Luverdense-MT, 17º e 18º colocados, ambos com 20 pontos e que jogaram em casa, contra Goiás-GO e Juventude-RS, respectivamente. Vencendo, os concorrentes chegariam 23 pontos se igualando ao Papão, em caso de derrota do representante do Norte na Arena Barueri.
O Papão está a oito pontos do último colocado do G4, o Juventude-RS, que fechou o turno com 31 pontos, e apenas 3 pontos do primeiro colocado do Z4, o Figueirense, que soma 20 pontos. O que serve de alento à Fiel para a estreia na segunda etapa da competição é o fato de o time ter bom aproveitamento jogando fora de Belém. Dos 27 pontos que disputou na condição de visitante, a equipe bicolor obteve 11, com aproveitamento de 40,70% a melhor média do time em 16 participações na Segundona.

Chance de retorno para a Série A é de apenas 1%
O torcedor do Paysandu que já jogou a toalha, não confiando mais no acesso do time à Série A e, ao mesmo tempo, temendo pela queda à Série C de 2018, tem motivo para pensar desta maneira. De acordo com o site Chance de Gol, especialista em projeção matemática do futebol, o Papão reúne, neste momento, apenas minguado 1% de possibilidade de retornar á elite nacional no ano que vem, competição que não disputa desde 2006.
Ainda de acordo com o mesmo site, as chances de rebaixamento do time são de 24,1%. Já a possibilidade de título, que seria o terceiro da história do clube, campeão em 1991 e 2001 da Série B, são de apenas 0,02%, algo praticamente inviável. Os números mostram que a permanência dos bicolores na Segunda Divisão já representa, pelo menos momento, uma grande conquista.
Para assegurar permanência na Série B de 2018, conforme cálculos do site, os clubes precisam atingir a marca de 61 pontos para ter 100% de garantia ou 44 pontos para ter 50% de possibilidade. A projeção para se conquistar o título sem erro é de 91 pontos e de promoção à Série A de 84 pontos.
Em busca de soluções
Um dia após a derrota do último sábado (5) frente ao Figueirense-SC, a diretoria do Paysandu se reuniu, na Curuzu, colocando em pauta diversos assuntos relacionados ao futebol do clube. Ontem, o presidente Tony Couceiro, procurado pelo DIÁRIO, informou que não podia revelar os assuntos tratados no encontro, mas deixou escapar que o tema contratação esteve em evidência.
“Tratamos de tudo, mas não posso informar nada do que conversamos”, disse. “Estamos buscando alguns atletas sim, mas dependemos do mercado”, declarou. O que se sabe extraoficialmente é que o clube dispõe de recursos para a aquisição de, no máximo, dois novos atletas. Após o jogo com o Figueira, o técnico Marquinhos Santos foi questionado sobre a vinda de novos atletas, mas procurou se esquivar. “Isso é uma situação interna, estamos avaliando. O que posso dizer é que os principais reforços estão aqui, treinando conosco e trabalhando para conseguirmos as vitórias”, disse.
(Nildo Lima)
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