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ESPORTE PARÁ

Irmãos apaixonados por futebol colecionam o Bola e anotam estatísticas históricas

Os irmãos Jorge e Lucas Neves cresceram lendo e colecionando fascículos do Bola desde 1998. Como torcedores fanáticos por Remo e Paysandu, ter o jornal em mãos era como um complemento para os grandes resultados. “Na nossa casa era sagrado. Todo dia seguin

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Os irmãos Jorge e Lucas Neves cresceram lendo e colecionando fascículos do Bola desde 1998. Como torcedores fanáticos por Remo e Paysandu, ter o jornal em mãos era como um complemento para os grandes resultados. “Na nossa casa era sagrado. Todo dia seguinte a uma grande vitória, fosse um clássico RexPa ou um jogo importante, eu acordava 7 horas da manhã e ia à banca de revistas comprar o DIÁRIO DO PARÁ pra ver o Bola!” relata o torcedor azulino Lucas Neves, 22, estudante.

Colecionadores desde o início dos anos 2000, a dupla acabou perdendo parte do acervo por conta das dificuldades de guardar o material. “Somos ambos alérgicos, e os recortes e edições antigas acumulam poeira facilmente”, relembra o bicolor Jorge, 28, assessor de imprensa. Jorge lembra que o jornal também municiava as provocações e gozações do lado torcedor.

“Acho que o caderno sempre teve humor, mas, especialmente nos últimos tempos, isso tem se tornado um forte da cobertura. E eu acho muito positivo” relembra Jorge. “Isso é muito legal, o leitor se sente construindo também o conteúdo com a sua opinião”, comenta o irmão. “Você já vê nas redes sociais, por exemplo, gente discutindo como certas polêmicas vão aparecer na capa”, complementa Jorge.

Lucas diz que o momento mais marcante dele, como leitor, ocorreu em 2004. “Quando o Remo foi campeão 100%, naquele ano, ele conquistou o título vencendo o Paysandu uma semana antes da páscoa”, lembra. “A charge do dia seguinte era o mascote do Paysandu pregado numa cruz. Achei sensacional aquilo,
nunca me esqueço”.

HOBBY

Se a historia do futebol paraense tem um papel muito importante no trabalho de cobertura do Bola, com matérias sobre feitos e momentos históricos e mesmo suplementos especiais sobre o tema, os irmãos Neves buscaram se aprofundar ainda mais. A partir de 2000, eles passávamos os dias na sessão de arquivo do Centur pesquisando jogos, fichas técnicas, e registros das partidas de Remo e Paysandu. “Como era um hobby pra gente, não ligávamos de passar muito tempo só olhando jornais antigos”, diz Jorge. “Montei um caderno de anotações e, hoje em dia, tenho um registro e todos os jogos do Paysandu desde sua fundação!”.

O leitor pesquisador atesta que os 8705 gols marcados pelo clube em toda sua história foram marcados por 882 atletas diferentes!. Os irmãos afirmam que, de vez em quando, um acaba dando munição de gozação para o outro, mas que entre si não tem problemas.

Jorge diz que descobriu outros dados interessantes também. “Quase não é comentado, mas pelo que eu pesquisei a maior sequencia de vitórias em clássicos pertence ao Paysandu. Na década de 40 o time venceu 9 Re-Pas seguidos. Isso nunca mais aconteceu. Mesmo durante o Tabu de 33 jogos, houve uma sequência de 6 vitórias seguidas do Remo, seguido de um empate” afirma o bicolor.

(Taion Almeida/Diário do Pará)

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