No dia 6 de agosto, antes do jogo contra o Confiança, o atacante sentiu uma contusão quando fazia o aquecimento. A lesão grave o afastou do time do Remo em um momento de franca ascensão (Foto: Wagner Santana)
Com mais de 20 jogos como titular e 5 gols na temporada, Gabriel Lima vinha se transformando no xodó da torcida do Clube do Remo, que a cada dia pedia mais sua presença no time. Tudo isso foi interrompido quando o atleta sofreu uma lesão rara de ligamento e tíbia, que o tiraram de campo pelo resto da temporada. Foi muito doloroso se ver privado do contato com a bola e a rotina profissional, mas Gabriel, hoje, se diz otimista com a recuperação que deve levar três meses.
“Já fazem 23 dias neste domingo que eu fiz a cirurgia e estamos começando a movimentar. A recuperação tem sido muito boa, bem mais rápida que o esperado. A expectativa é em 3 meses voltar a treinar”, comenta o atleta. Atualmente, Gabriel ainda anda com uma bota especial, para imobilizar o tornozelo, e realiza sessões de fisioterapia em 2 períodos por dia, na clínica particular de Ricardo Ribeiro, vice-presidente do Leão, e no próprio Baenão. O contato com os antigos colegas o motivam.
LEMBRANÇA RUIM
O dia da fatídica lesão, a primeira em sua carreira como jogador, é um filme que não sai da cabeça dele. Após alguma discussão sobre a influência da chuteira na lesão, o atacante confirma que quando sofreu o trauma, usava um calçado diferente. “A minha chuteira, pessoal, eu tinha emprestado pro Léo Rosa. Usava uma da Nike, que foi passada apenas para aquele aquecimento. Eu já tinha usado ela algumas vezes, mas não estava totalmente acostumado com a trava. No meio da roda de bobo e das brincadeiras, me joguei e a chuteira travou meu tornozelo”, lembra.
Na hora, por causa das brincadeiras, Gabriel afirma que os companheiros demoraram a entender a seriedade da lesão. “Eles achavam que os gritos eram alguma brincadeira também. Só tivemos a certeza da seriedade depois da avaliação do doutor Jorge Silva”, explica.
Projeto de ajudar o Leão fica para o ano que vem
O momento de Gabriel Lima, quando teve a carreira suspensa, era ótimo. “É algo meio curioso, mas acho que até agora nenhum atacante conseguiu marcar mais de 2 gols nessa Série C. Eu tinha acabado de marcar dois e vinha numa sequência boa de jogos. Acredito que se tivesse continuado jogando poderia estar ajudando o time agora”, comenta.
“Tínhamos uma grande expectativa para o restante da temporada. Fiquei me sentindo muito mal por conta disso, especialmente nos primeiros dias após a lesão. Mas Deus tem seu tempo e sabe quando as coisas vão acontecer”, avalia Gabriel.
NA TORCIDA
Sobre o Leão, Gabriel acredita que o grupo tem conseguido fechar um time forte e coeso. “O principal era isso. Fazer o grupo se fechar com o objetivo de levar o Remo ao acesso. Acredito que estão vindo forte nessa reta final e estou torcendo muito pelo sucesso dos meus colegas. Espero poder voltar a ajudar o time, no ano que vem, com ele de volta à série B”, afirma Gabriel.
GABRIEL NO LEÃO NA BASE DO REMO (2016) Jogos – 12 TIME PROFISSIONAL (2017) Jogos: 20 (Taion Almeida/Diário do Pará) |
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