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ESPORTE PARÁ

Vice presidente do Remo pede licença do cargo

Após o fracasso da direção de futebol do Clube do Remo, que abdicou gos cargos após a trágica eliminação na Série C do Campeonato Brasileiro, o Leão, após jogada rápida, demonstrou interesse em reorganizar a casa com a nomeação de novas figuras para o set

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Após o fracasso da direção de futebol do Clube do Remo, que abdicou gos cargos após a trágica eliminação na Série C do Campeonato Brasileiro, o Leão, após jogada rápida, demonstrou interesse em reorganizar a casa com a nomeação de novas figuras para o setor. No entanto, nem bem começou a reformulação administrativa e ontem o vice-presidente Ricardo Ribeiro pediu licença da sua função por incompatibilidade de gestão.

Ricardo, ao lado de Milton Campos, Antônio Miléo Junior e Aberlado Sampaio, seria um dos principais responsáveis pelas novas metas acordadas pelo Remo para a próxima temporada. Sendo assim, os boatos de que a relação do vice com o presidente Manoel Ribeiro estaria conturbada, acabou sendo confirmada com a saída dele da administração. Conforme informou Ricardo, a falta de autonomia no clube foi a principal justificativa para o seu afastamento. “Que fique claro, não estou renunciando, mas estou infeliz por não atuar da forma como queria. Nosso estatuto está ultrapassado. O vice-presidente não é participativo em tom de funcionalidade. Não tenho nenhum problema com o Dr. Manoel, mas eu tenho uma qualificação de gestão que não vem sendo operada. Por isso, estou me ausentando por motivos operacionais”, explicou Ricardo, dizendo que ainda ontem deu entrada com sua licença, junto ao Condel e ao Codir azulino.

PRESIDENTE ISOLADO

Com essa instabilidade interna, a tendência é que Manoel Ribeiro fique cada vez mais isolado no comando do clube. Ainda de acordo com Ricardo Ribeiro, desde que assumiu a função, se qualificou da melhor forma possível para suprir as necessidades do time. “Eu me preparei para assumir o posto, não foi algo movido por paixão. Tenho cursos de gestão concluídos pela própria CBF, mas que não adiantam de nada se não forem utilizados”, lamenta.

“Podem achar que estou em uma situação cômoda. Mas é o contrario, estou incomodado por não contribuir com meus conhecimentos. Não tive o espaço que gostaria de ter, e o vice tem que ser atuante. Ou seja, tem muita coisa que precisa mudar no Remo”, esclareceu Ricardo, deixando em aberto seu cargo.

MUITAS PROMESSAS E QUASE NADA FEITO

Em nove meses ocupando o cargo de vice-presidente do Remo, Ricardo Ribeiro alega que pouco influenciou em determinas escolhas no clube. “Uma das poucas coisas que consegui foi explicar para todos que o melhor a se fazer era firmar acordos com os jogadores até outubro, algo que foi acolhido, com exceção do Eduardo Ramos, que já tinha um acordo antigo”, comenta.

PROPOSTAS DA GESTÃO

- Acesso à Série B
- Reconquistar o Campeonato Paraense
- Reforma Administrativa
- Reconstrução do Baenão
- Reestruturação e Ampliação do programa Sócio Torcedor
- Implantação da Política de Transparência
- Valorização do espaço social do Remo
- Revitalização da Sede Náutica
- Fortalecimento do Esporte Olímpico

(Matheus Miranda/Diário do Pará)

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