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ESPORTE PARÁ

Conheça os melhores e os piores do futebol do Pará em 2017

O gaúcho da cidade de Alegrete, Bergson Gustavo Silveira da Silva, 26 anos, Em sua breve passagem pelo futebol paraense deixou um rastro positivo de unanimidade. Na enquete promovida pelo caderno Bola, com 10 integrantes da imprensa esportiva local, para

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O gaúcho da cidade de Alegrete, Bergson Gustavo Silveira da Silva, 26 anos, Em sua breve passagem pelo futebol paraense deixou um rastro positivo de unanimidade. Na enquete promovida pelo caderno Bola, com 10 integrantes da imprensa esportiva local, para eleger os melhores e os piores do ano, Bergshow foi o único jogador a merecer nota 10, sendo aprovado com louvor. O ex-atacante do Paysandu, agora no Atlético-PR, bem que fez por merecer tal honraria, mostrando refinado faro de artilheiro, marcando gols importantes para a sua equipe ao longo de toda a temporada que está chegando ao fim.

Das quatro competições oficiais disputadas pelo Papão, o atacante só não deixou a sua marca de goleador nas partidas contra o Santos, pela Copa do Brasil. Nas demais, não livrou a cara dos adversários, como na vitória, por 2 a 1, no Re-Pa que deu o bicampeonato estadual ao time bicolor e no qual ele balançou a rede por duas vezes. O atacante, aliás, fechou sua participação no Parazão em alta cotação, já que além do título do campeonato ainda festejou a ponta da tabela de goleadores, com 11 tentos, que somado ao gol marcado na Copa Verde, resultaram em 12 gols no primeiro semestre.

A participação bicolor na Série B do Brasileiro, embora nada tão positiva para o time, permitiu a Bergshow ratificar a condição de “matador”. Nas partidas que fez pelo Papão, o jogador, vindo do Náutico-PE, anotou 16 gols, dividindo com Mazinho, do Oeste-SP, o ponto mais alto do pódio de goleadores do campeonato. A participação positiva que teve na Segundona acabou por render ao atacante o interesse de vários clubes do futebol brasileiro e do exterior, entre eles Vasco-RJ e Botafogo-RJ, até que ele se decidisse pela transferência para o Furacão.

Embora não seja um exímio driblador, daqueles de levar os zagueiros de roldão, Bergson tem outra característica que o aproxima da rede como facilidade. Sempre que ganha espaço a partir da intermediária, ele não titubeia em arriscar o gol. Na grande maioria das vezes o alvo é atingido. Pelo menos foi assim em seu período de Paysandu e que agora poderá ser ratificado no novo clube.

OS TIMES

MELHORES DO ANO

Vinicius; Ayrton, Diego Ivo, Perema e Martony (empatados) e Guilherme Santos; Denis Pedra, Rodrigo Andrade, Fábio Matos e Tiago; Bergson e Gabriel Lima. Técnico: Marcelo Chamusca e Léo Goiano (empatados).

OS PIORES DO ANO

Labilá; Leo Rosa, Bruno Costa, Fernando Lombardi e Jaquinha; Labarthe, Mikael, Diogo Oliveira e Danilinho; Anselmo e Nino Guerreiro. Técnico: Josué Teixeira.

Marcelo Labarthe foi o mais votado como o pior jogador do ano (Foto: Wagner Santana)

O número de jogadores eleitos como os piores do ano, na enquete promovida pelo Bola, mostra bem o quanto os clubes locais, sobretudo Remo e Paysandu, jogaram dinheiro pela janela na montagem de seus elencos para a temporada. Juntos, Leão e Papão trouxeram para o Baenão e Curuzu, respectivamente, cerca de 100 atletas, a maioria deles de péssima qualidade técnica, o que levou ao fracasso das equipes. Entre os muitos “bondes” trazidos pelos clubes, ninguém conseguiu superar o volante Labarthe e o atacante Anselmo, que “defenderam” os times nas Série C e B do Brasileiro.

Na contagem dos votos da enquete, os dois jogadores travaram um verdadeiro duelo de ruindade, disputando palmo a palmo a preferência dos eleitores. Mas, a liderança, diga-se, coube a Labarthe, com uma diferença mínima de voto em relação ao atacante: 9 a 8. O time dos piores, que o leitor pode conferir nas páginas 6 e 7, traz ainda nomes que, em outros anos, chegaram a figurar como grandes destaques no futebol local, casos do goleiro Labilá e do zagueiro Fernando Lombardi. Os dois, porém, não conseguiram este ano reeditar o bom futebol apresentado em tempos passados, causando uma grande decepção ao torcedor.

QUE VENHA 2018!

Daqui pra frente tudo vai ser diferente

Faltando apenas uma semana para o final de 2017, o torcedor paraense já mira suas atenções para 2018, esperando que a nova temporada seja mais generosa com os clubes locais, visto que a deste ano não foi das mais gratificantes. Tanto de um lado como do outro da avenida almirante Barroso, os principais objetivos de Remo e Paysandu não foram alcançados, com as equipes frustrando seus torcedores na árdua missão de obter o acesso no Brasileiro. Entre os bicolores o prejuízo foi até um pouco menor em relação ao rival, pela conquista do bicampeonato estadual, justamente em cima do maior rival.

O Papão também pode contabilizar como positiva a chegada do time à final da Copa Verde, perdida, em pleno o Mangueirão, para o Luverdense-MT. Os bicolores, que entraram nas oitavas de final do torneio, também naufragaram na Copa do Brasil. A eliminação no torneio nacional, porém, não chegou a causar desapontamento, levando em conta o maior poderio e tradição do adversário, o Santos-SP, vencedor dos jogos de ida e volta com folga. A grande esperança da Fiel estava depositada no acesso do time à Série A do Brasileiro de 2018, mas o sonho do torcedor acabou não se concretizando.

Com uma campanha oscilante, o Papão passou grande parte de sua participação na Série B lutando para se manter na competição em 2018, o que só se concretizou já nas últimas rodadas. O desempenho irregular do time fez com que o torcedor bicolor chegasse a temer pela queda à Terceirona do ano que vem. Menos mal que, mesmo a duras penas, a equipe chegou ao final do campeonato na 11ª colocação entre os 20 clubes participantes.

Do outro lado da Almirante, o ano de 2017 é para ser esquecido pelos torcedores do Remo. Divergências políticas, problemas financeiros como atrasos de salários e troca constante de técnicos e elenco fraco são algumas das razões que justificam o péssimo desempenho do Leão na temporada. Não bastasse a perda do Estadual para o maior rival, o Paysandu, a equipe ainda foi eliminada na Copa Verde, Copa do Brasil, pelo modesto Brusque-SC, e na Série C saiu na segunda fase. Do sub-13 ao profissional, só o sub-17 conseguiu conquistando o título da categoria. Muito pouco para a história centenária de um dos maiores clubes da região Norte.

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(Nildo Lima/Diário do Pará)

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