No esporte há a vitória e a derrota, mas houve um dia em que a vibração do gol e a festa deram lugar à violência e ao medo. O prejudicado da história foi o ex-presidente do Paysandu, Sérgio Serra que tomou uma atitude surpreendente aos torcedores não somente do Papão da Curuzu, mas de todos que amam o futebol.
O dia 6 de julho marcou o fim do ciclo de Sérgio Serra no cargo de presidente do Paysandu, quase sete meses depois de ser eleito presidente do clube e após ser vice-presidente nos mandatos de Vandick Lima e Alberto Maia.
Serra renunciou ao cargo após ser ameaçado por bandidos, enquanto que estava com a família em uma praça da capital paraense. A atitude rendeu vários votos de solidariedade de clubes, dirigentes, jogadores, não somente no estado, mas em todo o país.
Para quem acompanhou de perto o episódio, o fato faz uma análise sobre o futebol. “A pressão é grande ficou claro com o episódio envolvendo a saída do Serra. O futebol chegou ao ponto de repensar antes de tomar alguma atitude e espero que isso tenha sido um fato isolado, pois no esporte existe sim pessoas de bem”, declarou o atual presidente do Paysandu, Toni Couceiro, vice de Serra e que assumiu o clube.
A saída de Sérgio Serra mostrou uma estatística triste envolvendo o futebol: dos 20 clubes que disputaram a Série B deste ano, cinco tiveram presidentes alterados. Somente o Náutico-PE trocou de comando duas vezes.
Com cinco meses a frente do clube, Toni Couceiro, vice-presidente na gestão de Sérgio Serra se diz indignado com o que ocorreu com o ex-dirigente, o que ocasionou a sua antecipação em assumir o Paysandu.
“Já estava programado para ser presidente no fim de 2018, mas isso adiantou um ano e meio a minha assunção a presidência. Sinceramente, não gostaria que fosse desta forma porque foi um absurdo o que ocorreu com o Serra” revelou Couceiro.
(Diego Beckman/DOL)
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