As três principais revelações do futebol paraense bateram asas e hoje defendem clubes de ponta do futebol nacional. Dois dos mais vitoriosos e com passado que dispensam maiores apresentações. Pikachu, lateral que ataca como meia e atacante, fixou residência em São Januário, depois de ser o grande nome do Paysandu por duas temporadas. Ele agora ganhou a companhia de outros dois conterrâneos bons de bola e, como ele, também novos. Os atacantes Rony e Leandro Carvalho são as apostas do Botafogo para a atual temporada.
Do trio, apenas Yago foi longevo no futebol paraense e ficou um tempo a mais, para alegria da torcida bicolor. Rony saiu numa venda para o Cruzeiro até hoje mal explicada pelos cartolas azulinos. Saiu quase de graça. Leandro, por sua vez, viveu bom momento nos primeiros meses do ano passado, mas foi emprestado ao Ceará, onde brilhou na Série B. Seu comportamento extracampo ainda é o principal adversário a ser superado. Tomara que no Fogão aproveite bem a chance que a vida e o futebol estão lhe dando.
Ver essa rapaziada sendo apresentada com toda pompa nesses clubes enche de orgulho. Renovam as esperanças que um dia fizeram muita gente apostar no sucesso do meia Velber no sul maravilha. Destaque do Papão em 2002 e 2003, depois de ter passado por Remo e Paysandu, o “Risadinha” foi anunciado como grande reforço do São Paulo em 2004. Integrou o elenco campeão da Libertadores como reserva e no Mundial sequer viajou. E teve chances no time titular, mas não se adaptou. Logo depois, foi emprestado ao Fortaleza, Ponte, ao Remo, e seu futebol foi definhando cada vez mais.
Outro paraense que iludiu muita gente foi o atacante Jóbson, que em 2009 encantou no Botafogo. Mas se empolgou demais no extracampo. Foi emprestado a vários clubes, depois de ser flagrado e admitido ter usado crack. Suspenso por dois anos, teve a pena reduzida a 6 meses. Em 2014, na Arábia, se recusou a fazer um antidoping e pegou outro gancho severo. Daí em diante, só derrota. Hoje, Jóbson se encontra preso no Tocantins acusado de estupro. A vida foi generosa com esses dois jogadores, indubitavelmente talentosos. Tinham tudo para estourarem, mas se perderam pelo caminho.
Tomara que Pikachu, Rony e Leandro consigam reabrir o Mar Vermelho a outros destaques do nosso futebol, que descubram o que nossos clubes teimam em não perceber: que aqui há um eldorado inexplorado. Virou clichê, mas não tem como fugir muito da convicção que a solução de muitos problemas está no mercado interno, na base, é só ter paciência e olho clínico.
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