De acordo com o técnico Dado Cavalcanti, o Paysandu vem pagando um preço alto por disputar duas competições paralelas, o que, segundo ele, tem se refletido no desgaste da equipe na reta final do Campeonato Paraense. Enquanto o adversário, o Remo, vem tendo tempo para descansar, o Papão tem sido obrigado a se desdobrar em jogos do Estadual e da Copa Verde. Antes do último Re-Pa, o Papão, conforme ressaltou o treinador, teve de pegar duas “carnes de cabeça”, no caso, Bragantino, pelo regional, e Manaus-AM, pela CV, respectivamente, este último jogo com intervalo de quatro dias para o primeiro clássico da decisão.
Os bicolores acabaram sentindo o desgaste, o que ficou latente no Re-Pa do domingo (1º), quando Dado perdeu duas peças vitais de sua equipe, o lateral-direito Maicon Silva e o atacante Cassiano, que deixaram o clássico antes do fim dos 90 minutos, ambos lesionados. Dado tem admitido que a série de jogos reflete no condicionamento de seus atletas. “Estamos numa sequência muito dura de jogos e no meio dessa sequência ainda consegui mesclar o time para o jogo contra o Paragominas para poder dar um respiro para os atletas”, lembrou.
O treinador ressalta o curto tempo que teve para dar o descanso necessário ao elenco e, ao mesmo tempo, preparar sua equipe para o Re-Pa passado. “Foram só quatro dias de intervalo para esse jogo com o Remo. Alertei isso anteriormente. Isso era uma preocupação nossa”, conta. Antes mesmo do Re-Pa, o treinador já havia desanimado de contar com o zagueiro Diego Ivo e o volante Nando Carandina, ambos contundidos. “A gente até tentou contar com esses atletas, mas eles não conseguiram a recuperação”, explica.
CAUSAS
As lesões sofridas pelos jogadores, que chegam a sete, se justifica pela sequência de jogos. “Não é uma questão de má preparação física. Mas de excesso de jogos e todos decisivos em tão pouco tempo de intervalo”, observa o comandante bicolor. A dor de cabeça de Dado começou com a lesão do volante Renato Augusto. Em seguida, vieram as lesões de Willyan, que já voltou a jogar, Diego Silva, Fernando Timbó, que tem comparecido com frequência ao departamento de saúde, e agora Maicon Silva, Cassiano e Cáceres.
Para o Re-Pa final do Parazão, o treinador ganha um tempo bem mais longo. Ele festeja o fato de o clássico decisivo só acontecer no domingo. “É o tempo ideal que temos para a recuperação efetiva de todos os lados, a física, a clínica dos atletas que estão no departamento de saúde e a psicológica de uma derrota em que mesmo jogando bem o time sofreu”, argumenta.
TEMPO CORRIDO
Caso venha a faturar o tricampeonato no domingo, o time bicolor terá pouco tempo para festejar o resultado. É que no dia seguinte à partida, o grupo já viajará para a cidade de Manaus, onde, na quarta-feira (11), enfrentará o Manaus-AM, no jogo de volta pela Copa Verde. O Papão, que venceu o jogo de ida, na Curuzu, por 2 a 1, tem a vantagem de jogar pelo empate para ir à final do torneio.
Da capital amazonense, a comitiva provavelmente seguirá para Campinas, São Paulo, para a estreia na Série B do Brasileiro, no sábado (14), contra a Ponte Preta.
(Nildo Lima/Diário do Pará)
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