Desde que Givanildo Oliveira assumiu o comando técnico do Clube do Remo, os números da equipe só não foram perfeitos por causa da derrota sofrida, ainda pelo jogo de ida das semifinais contra o São Raimundo, por 1 a 0. De resto, o time evoluiu em quase todas as vertentes: número de gols marcados, controle/posse de bola, além da sequência de vitórias, total de cinco triunfos em seis jogos. Porém, foi no setor defensivo a maior evolução. Nessa reta final do Campeonato Paraense, a defesa azulina sofreu menos da metade dos gols que tinha sofrido antes da troca de comando, passando de oito tentos para somente três, além de não ter sofrido mais de um gol por partida, no decorrer desse período. E é baseado nessa consistência no setor que os beques garantem exibir nova atuação produtiva na decisão do próximo domingo (8).
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Cientes de que o Paysandu precisa vencer por dois gols de diferença se quiser garantir o título de forma direta, a dupla de zaga apontou a nova estratégia implantada, como solução. “Muita coisa aconteceu nesse tempo, nosso time passou a se encaixar. Estamos fazendo a marcação por zona, onde todos atuam para ajudar. É trabalhar para que as coisas melhorem, porque agora não pode acontecer erro”, disse o zagueiro Mimica.
“O objetivo é fazer uma boa partida, respeitar o adversário e sair jogando. Ajudar os companheiros lá na frente e fazer o nosso papel atrás como temos feito, que é o que vai nos ajudar a ter mais uma vitória”, destacou o zagueiro.
Jogar pelo empate é faca de dois gumes
Para muitos, a vantagem de poder jogar pelo empate para garantir a conquista de um campeonato é fundamental, tanto pelo quesito psicológico, já que a moral aumenta significativamente para o duelo, como pelo fator tático/técnico, uma vez que o benefício obriga, de certa forma, o rival a se expor para correr atrás do prejuízo. Todavia, para os jogadores do Clube do Remo, a situação é oposta. A serventia em contar com a igualdade no marcador para levantar o caneco do Campeonato Paraense dessa temporada, como apontam os atletas, apesar de positiva, é vista como perigosa. Isso porque a vantagem acaba refletindo em acomodação.
Dessa maneira, os jogadores afirmam que a vantagem, embora útil, será momentaneamente esquecida, justamente para que o Leão não se “apadrinhe” ao longo dos 90 minutos finais do certame. “É focar no próximo jogo, porque não tem nada decidido ainda. Demos apenas o primeiro passo. Sabemos da qualidade do Paysandu. Vamos com o pezinho no chão, com a mesma pegada para sair com resultado positivo, porque a vantagem só vale para o empate”, disse o lateral-direito Gustavo.
“A gente não quer vacilar e por isso vamos atrás de nova vitória, com humildade, porque só a vitória garante o título. É bom contar com o empate, mas acredito que a equipe não vai com esse pensamento, porque isso pode fazer o time deles crescer. É lutar pela vitória como o time tem feito”, disse o lateral-direito Gustavo.
(Matheus Miranda/Diário do Pará)
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