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ESPORTE PARÁ

Robson Conceição mira o título mundial

Conquistar uma medalha de ouro olímpica é o ponto mais alto da carreira de muitos atletas. Para o pugilista Robson Conceição foi apenas o meio do caminho. Depois de subir ao alto do pódio em 2016, o baiano ingressou no boxe profissional e vive o sonho de

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Conquistar uma medalha de ouro olímpica é o ponto mais alto da carreira de muitos atletas. Para o pugilista Robson Conceição foi apenas o meio do caminho. Depois de subir ao alto do pódio em 2016, o baiano ingressou no boxe profissional e vive o sonho de disputar o título mundial. Por enquanto, lutou oito vezes e venceu todas, cinco por nocaute. Hoje, enfrenta o americano Edgar Cantu em Glendale, Arizona, nos Estados Unidos, às 22h25. O canal de pay-per-view Combate transmite. “Depois da última luta, só descansei uma semana e voltei a treinar. Foi uma preparação forte e intensa” explica Robson, confiante.

A última visita ao ringue foi 30 de junho, quando derrotou Gavino Guaman. Adversário de amanhã, Cantu tem 25 anos e retrospecto de sete vitórias, dois empates e quatro derrotas - três seguidas. Como a luta é preliminar, não há cotação nas casas de apostas, mas Robson é considerado favorito no embate válido pela categoria super-pena (até 58,97kg).

MUDANÇA DE ROTINA
Desde que assinou com a Top Rank, umas das principais promotoras de eventos de boxe do mundo (a mesma que cuida da carreira do filipino Manny Pacquiao ), Robson teve sua rotina um pouco alterada.

Como tem cerca de dois meses para se preparar para cada luta, passa os primeiro quarenta dias de treino na Bahia, treinando perto de casa e da família, no bairro da Cidade Nova, em Salvador. Duas semanas antes de entrar no ringue, vai para os Estados Unidos para finalizar a preparação. Nas viagens é acompanhado pelo treinador Luiz Dórea, o manager Luiz Fernando e o preparador físico André Piccoli. Os treinos são pesados em relação ao boxe olímpico. Robson não se incomoda.

“Sempre gostei de treinar, de ser o primeiro a chegar na academia e o último a sair. O ritmo está muito forte, do jeito que eu gosto”, diz o pugilista.

Prestes a fazer sua nona luta profissional, Robson carrega na bagagem mais de 400 duelos pelo boxe olímpico, segundo a equipe do pugilista. Experiência que pesa a favor de Robson, que já sabe que vai voltar a lutar em outubro e dezembro e espera disputar o título mundial da WBO (Organização Mundial de Boxe) já no ano que vem. Atualmente, o cinturão é do japonês Masayuki Ito.
O boxe masculino brasileiro não tem um campeão desde 2007, Popó perdeu seu cinturão para o mexicano Juan Díaz. No feminino, a paulista Rose Volante é a campeã do peso-leve.

(Agência o Globo)

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