Segunda-feira (27) à noite, a Série C do Campeonato Brasileiro conheceu todos os seus semifinalistas e, consequentemente, as equipes que conquistaram o acesso à Série B do Nacional para a próxima temporada. Inevitavelmente, os assuntos relacionados às estratégias e planejamento do Clube do Remo acabam voltando à tona, especialmente pela qualidade e tradição das equipes que obtiveram o regresso à Segundona: como no caso do Operário-PR e Cuiabá, que passaram com certa facilidade pelo mata-mata inicial. Bragantino e Botafogo-SP completaram o quarteto das equipes que foram agraciadas com a ascensão.
O que mais chamou atenção dentre as agremiações, além da forma de jogar, foi a construção dos elencos. Desde uma base construída com uma ou duas temporadas de antecedência, como no caso do Bragantino e do Operário; até contratações específicas em jogadores de qualidade, nesse caso o Cuiabá e o Botafogo-SP, as explicações por mais um ano perdido no nacional para os azulinos ficam evidentes. Confira a seguir!
PLANTEL
Diferentemente do Remo, que manteve apenas seis atletas do ano passado para a atual temporada, dos quais somente três foram titulares absolutos, fazendo com que uma reconstrução de elenco fosse viabilizada, times como o Bragantino e o Operário mantiveram quase que 50% do grupo do ano anterior.
COMANDO
Se a ausência de uma estrutura em campo foi um dos pontos fracos do Remo em 2018, à beira dos gramados não seria diferente. Com quatro técnicos em oito meses, média de rotatividade a cada dois meses, a falta de um profissional imponente e conhecedor das adversidades local prejudicou o time.
Somente Netão, na reta final, conseguiu dar jeito. Todos os times que conquistaram o acesso, por exemplo, contam com os seus respectivos treinadores há um bom tempo na função: Itamar Schülle, do Cuiabá, está há nove meses no cargo; Léo Condé, do Botafogo-SP, há 10 meses; Marcelo Veiga, do Bragantino, há mais de um ano e, por fim, o técnico Gerson Gusmão, do Operário, hoje o mais longevo dentre todas as séries do Brasileirão, com mais de dois anos e cinco meses na função no clube.
QUALIDADE
Em momentos decisivos pela Série C em que o Remo até fazia boas partidas, mas que deixou o resultado escapar pela falta de capricho individual, a presença de um jogador de qualidade pesou muito na balança, uma vez que o elenco azulino foi composto por profissionais extremamente medíocres.
Das equipes que subiram, por exemplo, nenhuma contou com elencos extravagantes, mas tinham no grupo alguns jogadores diferenciados, como no caso do atacante Caio, do Botafogo-SP, que é o artilheiro do certame com 11 gols, e do companheiro de ataque Pimentinha, que exerce a função de motorzinho.
Outro que também teve destaque entre os times que subiram foi o meio-campista Eduardo Ramos, do Cuiabá, que é artilheiro do time com sete gols ao lado de Marino. Vale destacar que Pimentinha e Eduardo Ramos, que atuaram juntos pelo Remo em 2017, foram preteridos esse ano para fazer parte novamente do time azulino.
PARA ENTENDER
Quem chegou lá!
Bragantino-SP, Operário-PR, Cuiabá-MT e Botafogo-SP conseguiram chegar à semifinal da Série C e garantiram vaga na Série B do Campeonato Brasileiro de 2019.
(Matheus Miranda/Diário do Pará)
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