Depois de conviver com a ameaça em algumas rodadas anteriores da Série B do Brasileiro, o Paysandu entrou na zona de rebaixamento da competição, o que não acontecia desde a temporada de 2016. O Papão vinha sendo, até então, beneficiado por resultados favoráveis, principalmente nos jogos de Brasil-RS e São Bento-SP. Mas, com a derrota do Oeste-SP, por 1 a 0, diante do São Bento na abertura da 24ª rodada, pela qual o Papão só atuará amanhã, não teve jeito e os bicolores acabaram sendo despachados para a zona de morte, onde ocupam hoje a 17ª O Papão tem a mesma pontuação do CRB-AL, empatam também no número de vitórias (6), mas os bicolores levam desvantagem no segundo critério de desempate, o saldo de gols: -8 e - 9. Vencendo o Juventude, amanhã, na Curuzu, a equipe do técnico interino Aílton Costa deixará a zona de rebaixamento, dependendo do resultado de alguns dos demais jogos da rodada. A entrada na zona de desconforto da Série B entrou no rol de mais uma das dificuldades enfrentadas pelos bicolores no campeonato, conforme admitiu, ontem, o volante Renato Augusto. “É a pior situação em que nos encontramos desde do começo do ano”, admitiu. “Temos de focar cada vez mais e tirar o time dessa situação, que é bastante incômoda”, recomendou o meio-campista. Pior para Aílton Costa, que fará sua estreia sob forte pressão do torcedor para tirar o time da situação vexatória em que se encontra. Os próprios jogadores já sentem que a cobrança começa a aumentar cada vez mais e que caso o time permaneça na zona no desfecho da rodada, a situação só tende a piorar. O fato de jogadores e comissão técnica estarem com seus salários em dia é o que mais chateia os dirigentes bicolores. “Os jogadores não podem se queixar de nada”, disse um dos cartolas do futebol, que pediu anonimato. “Essa entrada na zona não tem como ser justificada”, afirmou. “Agora cabe aos jogadores darem a resposta em campo e tirem o Paysandu onde eles mesmos, de forma irresponsável, colocaram”, disparou a fonte, em tom de desabafo. |
Fazer o dever de casa é fundamental
O volante Renato Augusto admitiu, ontem, que a entrada do Paysandu na zona de rebaixamento da Série B do Brasileiro representa um duro golpe para o time do Paysandu. “A gente nunca esteve numa situação tão difícil assim desde o começo do ano. A gente sabe que o nosso elenco é qualificado, mas até agora não conseguimos justificar isso, então estamos encarando esse jogo (contra o Juventude-RS) como uma verdadeira final”, declarou o meio-campista.
O jogador reconheceu que cabe à equipe tirar o clube da 17ª colocação, na zona de rebaixamento. “Temos de fazer o nosso dever de casa, que a gente não tem conseguido fazer”, admitiu.
Renato observou que o torcedor terá papel chave na partida. “Quando o torcedor está do nosso lado, somos imbatíveis aqui na Curuzu”, disse. “Só que quem tem de trazer o torcedor para o nosso lado somos nós mesmos”, declarou.
Com relação à efetivação do ex-auxiliar-técnico Aílton Costa no comando do time, Renato procurou dar todo o apoio possível ao novo comandante da equipe. “Acho o Aílton um cara inteligente e preparado para fazer com que o nosso time evolua no campeonato”, afirmou.
Meio de campo é o setor que ainda gera dúvida “O Thomaz não está descartado. Estamos vendo se a gente encaixa um ou outro”, revelou o assistente de Costa. Júnior ressaltou que, com o Paysandu na zona de rebaixamento, cabe ao elenco tirar o Papão dessa situação. “Só quem pode mudar esse quadro são eles”, apontou o auxiliar. Ele informou que a equipe treinada por Costa nas últimas atividades de conjunto do elenco não significa que já seja a formação que vá entrar jogando amanhã. “Mas a gente também tem entrado com o Magno, que pode ser uma surpresa, pode ser o Thomaz também. Então, como falei antes, existe esse ponto de interrogação”, observou o assistente. Juventude é velho conhecido de Hugo Almeida
(Nildo Lima) |
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