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ANÁLISE

Gerson Nogueira:Paysandu precisa vencer e vencer 

O time comandado por Wilton Bezerra não tem outra opção para a partida contra o Ituano; Wallace ressurge no Leão; VAR brasileiro dando aula sobre o que não se deve fazer com o equipamento.

sexta-feira, 22/10/2021, 08:44 - Atualizado em 22/10/2021, 08:44 - Autor: Gerson Nogueira


Papão precisa vencer para continuar vivo
Papão precisa vencer para continuar vivo | Foto: Jorge Luís Totti/Paysandu

A vitória como única opção

O jogo é decisivo, verdadeira final de campeonato. O PSC precisa da vitória para seguir vivo na disputa pelo acesso à Série B. Encara o líder Ituano, dirigido por Mazola Junior, técnico de histórica vocação para o defensivismo como estratégia de jogo.

A goleada de 6 a 0 sobre o Penarol-AM, válida pela Copa Verde, ainda repercute na Curuzu pela importância e estímulo aos jogadores na semana do confronto que todos entendem como o da reabilitação na Série C.

Vencer é sempre bom, vencer por seis gols é melhor ainda. A atuação disciplinada e objetiva foi fundamental para o triunfo. No fim das contas, mesmo com uma escalação mesclada, o PSC teve um de seus melhores desempenhos na temporada.

O torcedor que foi à Curuzu na quarta à noite teve o prazer de ver, pela primeira vez depois da goleada sobre a Tuna que garantiu o título estadual, o PSC saindo da tediosa rotina de jogos encerrados em 1 a 0 ou 2 a 1.

Wilton Bezerra era o técnico naquela ocasião e volta a assumir o time após a demissão de Roberto Fonseca. Sua reestreia não podia ter sido melhor. Além do triunfo, conseguiu fazer com que alguns jogadores voltassem a atuar em nível competitivo, casos de Ruy, Tcharlles e Luan Santos.

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A expectativa é que, com Bezerra, a formação do time não fique sujeita a surpresas de última hora, como na era Fonseca. A partir de agora, os melhores deverão ter chances e titulares óbvios, como o centroavante Danrlei, devem ser escalados sem necessidade de pressão da torcida.

Goleada marca o renascimento de Wallace

Wallace foi uma das gratas aparições na partida diante do Galvez-AC pela Copa Verde. Além dos três gols marcados, teve forte participação nas articulações do ataque e mostrou entrosamento com o centroavante Neto Pessoa. Acima de tudo, o atacante mostrou ambição e foco. Chamou atenção a cena em que ele correu para pedir a bola e cobrar o pênalti, que resultou no 6º gol do massacre remista de 9 a 0.

Bom jogador, dono de recursos técnicos e chute certeiro, Wallace viveu bons momentos na Série C sob o comando de Paulo Bonamigo. Foi seu período mais produtivo desde que subiu da base para o grupo profissional.

Lesões em sequência atrapalharam sua participação na Série B depois de um começo promissor, ainda com Bonamigo. Com Felipe Conceição, as oportunidades minguaram, mas agora, plenamente recuperado, Wallace se candidata a brigar pela titularidade, ou ao menos se inscreve entre as alternativas para o ataque.

Qualidade Wallace tem para pleitear um lugar no time. Regularidade é o que ele mais precisa para convencer Felipe.

Graffite, a quase-lenda que barrou Neymar na Copa

Quem detona as análises de Graffite nos jogos transmitidos pelo Sportv parece esquecer um fato que credencia o ex-centroavante como uma quase-lenda do futebol tapuia. Afinal, foi ele o escolhido por Dunga como opção para o ataque na Copa do Mundo 2020 na África do Sul.

Não haveria problema se, à época, a dupla Neymar-Ganso não estivesse em excepcional momento no Santos. Irritado com as cobranças da mídia e o clamor da torcida, o capitão do mato não hesitou em apostar suas fichas no centroavante, que terminaria por ser titular da suplência naquele mundial.

VAR e apito unidos pela mesma causa na Copa Brasil

A internet foi inundada ontem de memes sobre a mão amiga da arbitragem, mais uma vez, em benefício do Flamengo. No confronto semifinal pela Copa do Brasil, contra o Atlético-PR, os rubro-negros foram amplamente ajudados pelas interpretações do VAR e do árbitro Luiz Flávio de Oliveira, irmão de PC Oliveira, um dos expoentes da Central do Apito que a Globo montou e que vem se notabilizando como eminência parda do VAR.

No primeiro gol do Fla, um cartão de visitas da arbitragem nefasta. O atacante estava impedido, voltando da figura A para a figura B (salve, Teodorico!), mas o gol foi mantido pelo VAR. No minuto final, com a torcida paranaense vibrando com a vitória quase certa, eis que o VAR entra em cena de novo bancando um penal para lá de suspeito, em lance típico de disputa de bola na grande área.

A única pergunta possível, a essa altura dos acontecimentos, é: até quando?

Homenagem aos heróis do basquete bicolor

Será hoje, às 18h30, na sede social do PSC, a festa pelos 55 anos do título estadual invicto no basquete. Um dos melhores times da história do bola-ao-cesto paraense ganhou, de forma absolutamente brilhante, o campeonato paraense de 1966, exatamente no dia 22 de outubro.

Nelson Maués, revelado no Remo, era o craque da equipe, mas o esquadrão juntava outros heróis, igualmente importantes: Felinto, Lula, Pelé, Maroja, Noé, Façanha, Athala, Zamba, Maneco, Alfonso, Dionísio, Joelcio, Carneiro. Chico Cunha era o técnico.

Foi de Maués a cesta que garantiu a vitória no minuto final sobre o Remo, por 84 a 83. Giorgio Falangola era o presidente do clube. Os diretores eram Julinho Bendahan, Ambire Gluck Paul e Fred Coelho de Souza.


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