No mesmo dia em que o marido e principal suspeito do assassinato da corredora olímpica queniana Agnes Tirop teve a prisão preventiva decretada por mais 20 dias na Corte de Iten, um ritual de purificação foi conduzido na casa onde a alteta foi encontrada morta. O cerimonial, tradicional no Condado de Nandi, foi conduzido pelo clã Kapel e acompanhado pela imprensa local.
Segundo o jornal "The Standard", do Quênia, o ritual, conduzido por Kirwa Bitok e outro anciões, contou com o o sacrifício de uma ovelha. A casa foi purificada com leite e adubo animal. Em alguns dos momentos mais simbólicos do processo, o sangue no quarto da casa foi lavado e uma foto de Tirop e Ibrahim Rotich (marido da atleta) foi queimada em uma fogueira.
— Exorcizamos os espíritos ruins e a casa agora está pronta para quem queira viver nela. Como a tradição dita, espalhamos esterco de vaca e lavamos com leite. Conjuramos um feitiço em todos aqueles envolvidos na morte de nossa irmã — afirmou Bitok ao "Standard".
Entenda o caso:
Recordista do atletismo é morta a facadas em sua casa
Nesta segunda-feira, um terceiro suspeito de envolvimento no crime foi detido pela polícial local. Além de Ibrahim, as autoridades também detiveram seu amigo John Kipkoech Samoei. No dia 9 de novembro, uma nova audiência voltará a julgar am situação dos suspeitos. Enquanto isso, a polícia de Iten segue investigando o caso.
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