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Grande Prêmio da Espanha pode mudar a cara do campeonato da Fórmula 1 com a maioria dos carros testando novidades na temporada

domingo, 22/05/2022, 08:40 - Atualizado em 22/05/2022, 09:50 - Autor: FOLHAPRESS

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A Ferrari de Leclerc aposta em uma atualização significativa do carro para este domingo
A Ferrari de Leclerc aposta em uma atualização significativa do carro para este domingo | DIVULGAÇÃO

Há muita expectativa para a sexta etapa do campeonato da Fórmula 1, hoje (22), na Espanha. Não que as corridas no Circuito da Catalunha costumem ser das melhores em termos de emoção, mas sim porque a maioria das equipes está trazendo novidades para os carros, que podem mudar a relação de forças entre elas - tanto no meio do pelotão, quanto entre os líderes. A corrida terá a sua largada às 10h. A transmissão é da RBATV/Band.

A McLaren espera dar um salto de até meio segundo com as novas peças que vão estrear em Barcelona. Aston Martin, Alfa Romeo e Mercedes também têm pacotes significativos. E a Ferrari terá sua primeira atualização desde o lançamento do carro em fevereiro.

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O GP da Espanha tem sido escolhido pelas equipes nos últimos anos como o fim de semana perfeito para atualizar o carro por dois motivos principais: como é uma das pistas que recebem os testes de pré-temporada, é possível fazer comparações diretas, chamadas de “back-to-backs”, com os dados obtidos em fevereiro. E também por ser, tradicionalmente, a primeira prova disputada na Europa, ou seja, próxima das fábricas das equipes.

RISCO

Nesta temporada, a F1 já correu em Imola, e algumas equipes, como a Red Bull e Alpine, por exemplo, aproveitaram para estrear novidades na Itália. Porém, como se tratava de um fim de semana de sprint, a maioria dos times entendeu que era arriscado.

Neste ano, há ainda mais motivos para apostar na atualização dos carros em Barcelona. Por um lado, os carros ainda estão “verdes”, já que as regras aerodinâmicas sofreram grandes mudanças neste ano. Mas ao mesmo tempo, as equipes não podem desperdiçar recursos, já que têm de ficar dentro do teto de 140 milhões de dólares. Então, quanto menos risco eles puderem correr com novas peças, certificando-se que elas possam ser testadas em uma pista sobre a qual eles têm mais informações, melhor.

Além disso, depois de quatro provas com intervalos de duas semanas entre cada uma delas, agora o campeonato da F1 entra em uma sequência de 8 GPs em 11 semanas. E as três próximas (Mônaco, Baku e Canadá), acontecem em circuitos bem específicos, nos quais é difícil validar novidades.

TÁTICAS

Dá para entender, portanto, por que o GP da Espanha pode mudar a cara do campeonato da Fórmula 1. Na disputa pela ponta, a Red Bull de Max Verstappen e a Ferrari de Charles Leclerc estão adotando táticas diferentes: a primeira atualizou o carro quatro vezes e trouxe peças novas à Espanha, buscando diminuir ainda mais seu peso. E a segunda aposta em uma atualização mais significativa justamente neste fim de semana. Uma melhora viria em boa hora para os líderes dos campeonatos de construtores e pilotos, já que eles mesmo reconheceram que os rivais estavam “cerca de dois décimos” mais rápidos na última corrida, em Miami.

O principal problema que a Ferrari precisa resolver é a falta de velocidade de reta, mas eles também têm de tomar cuidado para não piorar seu problema de porpoising, aquele movimento de sobe e desce que faz os assoalhos baterem no chão.

Até o momento, a Ferrari não tem precisado mudar seu acerto para evitar essas batidas, ao contrário do que está acontecendo com a Mercedes, que tem um novo assoalho em Barcelona. Para os octacampeões, o GP da Espanha será muito importante para identificar se será preciso mudar o conceito do carro para resolver o problema.

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