Um estudo recente publicado no jornal científico Frontiers reacendeu o debate sobre a influência do tamanho e do ajuste dos trajes no desempenho de atletas do salto de esqui nos Jogos Olímpicos de Inverno. Segundo a pesquisa, uma diferença de apenas 2 centímetros no traje pode resultar em um salto até 5,8 metros mais longo, devido ao ganho aerodinâmico.
A discussão ganhou força após episódios ocorridos durante os Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim, em 2022, quando cinco atletas foram desclassificados da competição por equipes mistas por utilizarem trajes considerados excessivamente grandes, em desacordo com os regulamentos da modalidade.
O tema voltou à tona e, caso irregularidades semelhantes sejam identificadas novamente, novos atletas do salto de esqui poderão ser desclassificados nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2026.
Investigação e novas alegações
O tema voltou ao centro das atenções recentemente após a Agência Mundial Antidoping (WADA) anunciar que irá analisar alegações de possíveis tentativas de manipulação corporal por parte de saltadores de esqui, com o objetivo de obter vantagem competitiva.
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No mês passado, o jornal alemão Bild publicou uma reportagem afirmando que alguns atletas estariam recorrendo à aplicação de substâncias como ácido hialurônico na região genital para aumentar seu volume. A prática, segundo a publicação, permitiria o uso de trajes maiores, o que poderia melhorar a aerodinâmica durante o salto.
O ácido hialurônico não consta na lista de substâncias proibidas no esporte e é utilizado, em contextos médicos e estéticos, para aumentar a circunferência do pênis em até dois centímetros. De acordo com a Federação Internacional de Esqui e Snowboard (FIS), qualquer aumento na área de superfície do traje pode gerar maior sustentação no ar, prolongando o voo do atleta.
Regulamentação rigorosa dos trajes
A WADA destacou que o ponto central da questão não é o uso da substância em si, mas o impacto que eventuais alterações corporais podem ter nas medidas regulamentadas dos trajes. As dimensões do uniforme de cada atleta são definidas individualmente e seguem critérios rigorosos, que incluem o comprimento da passada e medições feitas por meio de modelagem 3D.
Caso a região da virilha fique mais baixa em razão de alterações corporais, o atleta poderia, em tese, ser autorizado a utilizar um traje maior. Isso aumentaria a sustentação durante o salto, de forma semelhante ao efeito de um wingsuit utilizado por paraquedistas.
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Negativas e ausência de provas
Até o momento, nenhum atleta foi formalmente acusado ou considerado culpado de qualquer irregularidade relacionada a essas alegações. Os saltadores de esqui citados em reportagens negaram veementemente a existência de tal prática, e não há comprovação científica ou disciplinar de que o suposto método tenha sido utilizado em competições oficiais.
A WADA e a FIS afirmam que seguem monitorando o tema e reforçam o compromisso com a integridade esportiva e a igualdade de condições entre os competidores.
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