O esquiador finlandês Remi Lindholm, de 28 anos, voltou a ter seu nome citado em debates sobre competições realizadas sob temperaturas extremas. O atleta enfrentou dois episódios de congelamento genital durante provas oficiais de esqui cross-country, ocorridos em 2021 e nos Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim 2022.
O primeiro caso foi registrado na etapa da Copa do Mundo de Ruka, na Finlândia, em 2021. Em entrevista ao tabloide britânico Daily Star, Lindholm relatou que as condições climáticas severas afetaram vários atletas, mas, no seu caso, o frio provocou um congelamento em uma região sensível do corpo.
A situação se repetiu no ano seguinte, durante a prova masculina de 50 km do esqui cross-country nos Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim, que teve o percurso reduzido para 30 km devido aos ventos intensos. Ao site News.com.au, o atleta afirmou que a dor superou qualquer preocupação com o resultado final da competição.
Segundo Lindholm, o momento mais crítico ocorreu após a linha de chegada, quando o corpo começou a recuperar a temperatura. Ele relatou que precisou de atendimento imediato, incluindo o uso de uma bolsa de água quente, para auxiliar no processo de descongelamento.
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Apesar da repercussão dos episódios, o esquiador não integra a equipe da Finlândia nos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina 2026. De acordo com o site News, a federação do país optou por outros atletas na convocação.
Debate paralelo nos esportes de inverno
Os relatos de Lindholm também passaram a ser citados em discussões mais amplas sobre os limites físicos impostos pelo frio em modalidades de inverno. Em janeiro, o jornal alemão Bild divulgou denúncias envolvendo atletas do salto de esqui, que supostamente estariam utilizando aplicações de ácido hialurônico antes das medições oficiais dos trajes.
A substância não consta na lista de proibições, mas, segundo a Federação Internacional de Esqui (FIS), poderia alterar a área de superfície do macacão e influenciar a aerodinâmica. Em entrevista ao Bild, o diretor de provas masculinas da FIS, Sandro Pertile, explicou que pequenas variações podem interferir no desempenho durante o voo.
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A Agência Mundial Antidoping (Wada) informou que não há investigação em curso sobre o tema. O diretor-geral da entidade, Olivier Niggli, afirmou que qualquer denúncia formal será analisada, enquanto o presidente da Wada, Witold Banka, comentou que o assunto será acompanhado.
Em nota, a FIS declarou que não existem indícios de irregularidades. A entidade informou que as medições dos atletas são feitas com scanners 3D, com o uso apenas de roupa íntima justa, e que as regras já estabelecem margens técnicas para variações corporais.
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