O Lanús conquistou, na última quinta-feira (26), o título da Recopa Sul-Americana ao derrotar o Flamengo por 3 a 2, nos acréscimos, no Maracanã. Com o resultado, o time argentino fechou o placar agregado em 4 a 2 e levantou, pela primeira vez, a taça da competição continental. ela conquista, o clube argentino receberá 1,8 milhão de dólares (cerca de R$ 9,2 milhões).
Já o vice-campeão Flamengo ficará com 900 mil dólares (aproximadamente R$ 4,6 milhões, na cotação atual). O Rubro-Negro buscava o bicampeonato da Recopa — após ter vencido a edição de 2020 —, mas viu o chamado “clube de bairro” escrever um dos capítulos mais marcantes de sua história em pleno Estádio do Maracanã.
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Após vencer o jogo de ida por 1 a 0, na Argentina, o Lanús foi ao Rio de Janeiro precisando apenas de um empate para garantir o título no tempo normal. Em uma partida dramática, a equipe mostrou personalidade diante de um adversário bilionário e acostumado a decisões continentais. Fundado em 1915, na cidade de Lanús, na zona sul da Grande Buenos Aires — município com cerca de 462 mil habitantes e um dos mais densamente povoados da região metropolitana —, o clube enfrentou rebaixamentos, crises financeiras e longos períodos de reconstrução ao longo do século XX.
A virada começou nos anos 2000. Sob o comando de Ramón Cabrero, com Luis Zubeldía como auxiliar, o Lanús foi vice-campeão do Torneio Clausura de 2006. No ano seguinte, surpreendeu o país ao conquistar seu primeiro Campeonato Argentino, superando o Boca Juniors em plena La Bombonera. Sem o mesmo poder financeiro de gigantes como o Flamengo ou o River Plate, o Lanús apostou em planejamento, equilíbrio das contas e fortalecimento das categorias de base. O modelo deu resultado.
Conquistas internacionais
O primeiro título internacional veio em 1996, com a Copa Conmebol, diante do Independiente Santa Fe. Em 2013, levantou a Copa Sul-Americana ao derrotar a Ponte Preta na final — após eliminar o River Plate no caminho. Em 2025, voltou a erguer a Sul-Americana ao superar o Atlético Mineiro. O clube ainda acumula campanhas de destaque: foi vice-campeão da Libertadores de 2017, ao perder a decisão para o Grêmio; vice da Recopa Sul-Americana em 2014; e vice da Sul-Americana em 2020, quando acabou superado pelo Defensa y Justicia.
O pesadelo dos gigantes
Com orçamento modesto, mas identidade consolidada, o Lanús construiu uma trajetória baseada em organização, formação de atletas e competitividade. Não possui a maior torcida da Argentina nem os maiores patrocínios do continente, mas se consolidou como um clube de projeto sólido. E foi assim que a equipe nascida em um bairro operário da Grande Buenos Aires atravessou fronteiras, encarou um dos elencos mais caros da América do Sul e transformou o Maracanã em cenário de uma conquista histórica.
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