O acidente envolvendo Oliver Bearman durante o GP do Japão de Fórmula 1, neste domingo, gerou novas críticas ao regulamento técnico da categoria. Pilotos questionam os efeitos do sistema de recuperação de energia, que pode provocar variações de velocidade entre carros.
Entre os que se manifestaram estão Max Verstappen, Carlos Sainz, Franco Colapinto e Lando Norris.
Diferença de velocidade preocupa pilotos
O incidente ocorreu na volta 22, quando Bearman tentou desviar do carro de Colapinto, que reduziu a velocidade à frente. Dados da telemetria indicaram diferença próxima de 100 km/h entre os dois veículos antes da colisão.
Após sair da pista, o piloto atingiu estruturas de sinalização e a barreira de proteção. Ele deixou o carro com auxílio e foi encaminhado ao centro médico do circuito de Suzuka Circuit. Exames não apontaram fraturas.
Conteúdo relacionado:
- Kimi Antonelli vence no Japão e faz história na Fórmula 1
- Brasil x Croácia: Ancelotti testa mudanças e define time para amistoso
- Vini Jr. treina e Ancelotti esboça time contra Croácia
Segundo pilotos, o problema está ligado ao funcionamento do sistema híbrido. Em determinadas situações, o carro pode perder potência ao priorizar a recarga da bateria, gerando variações de velocidade em trechos de aceleração.
Críticas ao regulamento
Carlos Sainz, que integra a associação de pilotos ao lado de George Russell, afirmou que o tema já havia sido levado à Federação Internacional do Automobilismo. Ele destacou que o risco não se limita às sessões de classificação.
Max Verstappen também comentou a situação e apontou que a diferença de desempenho entre carros pode resultar em novos acidentes.
Lando Norris mencionou que o tema já vinha sendo discutido, enquanto Franco Colapinto afirmou que as variações de velocidade em pista aumentam o risco em determinadas situações.
Sistema de energia no centro do debate
O fenômeno citado pelos pilotos ocorre quando o carro passa a operar com menor potência durante a recarga de energia. Nesse cenário, a unidade de combustão assume maior participação no desempenho, reduzindo a velocidade em relação a outros carros em plena aceleração.
A situação tem sido chamada internamente de “superclipping” e está relacionada às características dos atuais carros da Fórmula 1.
Próximos passos
A Federação Internacional do Automobilismo informou que já prevê reuniões para discutir possíveis ajustes no regulamento. A entidade, no entanto, indicou que qualquer mudança ainda será analisada nas próximas semanas.
O caso registrado no Japão amplia a pressão por revisão das regras antes das próximas etapas do campeonato.
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar