A novela do vem-não-vem de Adriano, seja para Palmeiras, Corinthians, Flamengo ou mesmo para continuar na Roma, tem sido recheada de muito jogo de cena e pouca ação declarada de todos os envolvidos no enredo. A começar pelo próprio jogador. É flagrante o descontentamento de Adriano com sua condição de eterno reserva, sem chances com o técnico Claudio Ranieri - o chefe está desiludido com a falta de empenho do atacante para cavar seu espaço. O Imperador já decidiu que não quer continuar sendo apenas uma opção de banco. O episódio que foi a gota d’água para Adriano aconteceu na Copa dos Campeões, quando ele ficou se aquecendo debaixo de neve, mas não entrou para jogar nem um minuto diante do Cluj.
Apesar dessa vontade de não ficar mais na Itália, o Imperador evita o desgaste público. Para isso, até uma estratégia foi montada para ele limpar sua barra. Roberto Calenda, um italiano que é muito amigo do empresário do atacante, Gilmar Rinaldi, e que cuida do jogador e de tudo o que lhe diz respeito na Itália, tem dado declarações sistemáticas sobre a “real vontade” de Adriano, no sentido de que ele prefere ficar na Roma e não quer voltar ao Brasil ou jogar em outro time de outro lugar. O próprio jogador deve endossar as palavras de Calenda.
No Brasil, os desmentidos e as declarações para esfriar os ânimos partem de Gilmar Rinaldi. Porém, o empresário já sentou para conversar com os interessados em ter o atacante em 2011. (Agência Estado)
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