Frio, pragmático e jogando com o regulamento de baixo do braço. Este foi o Santos, à imagem e semelhança do seu comandante, que segurou heroicamente um empate sem gols em Querétaro, no México, nesta terça-feira (03), contra o América e garantiu a vaga nas quartas de final da Libertadores. O time de Muricy Ramalho esteve bem longe de jogador um futebol vistoso, mas na base da raça, o time se apoiou na pequena vantagem construída no jogo de vida, com a vitória por 1 a 0 na Vila Belmiro, e avança no sonho de repetir o feito da geração de Pelé.
Agora o Santos aguarda o vencedor do confronto entre Cruzeiro e Once Caldas-COL. Na primeira partida, a Raposa venceu por 2 a 1 fora de casa e está perto de confirmar a classificação nesta quarta-feira, próximo de marcar para a próxima fase o primeiro duelo entre brasileiros na competição.
Sem Elano para ajudar na armação do time, Ganso e Neymar tiveram poucas chances. O meia não fez uma boa partida e, talvez por consequência, o atacante também pouco apareceu. A não ser nas vezes em que os jogadores do América decidiam fazer faltas violentas. Léo foi outro que sofreu com a marcação e chegou a levar um chute de Sanchez.
Depois de um primeiro tempo morno, o time mexicano partiu para cima em busca de pelo menos um gol, que levaria a partida para decisão por pênaltis. Com isso, o Santos sofreu para segurar o ataque do América, sobretudo depois da entrada de Reina. Com boa pontaria, o jogador deu trabalho ao goleiro Rafael, que acabou sendo o melhor nome do Peixe.
O goleiro teve atuação de gala e salvou o Santos em pelo menos quatro oportunidades, todas no segundo tempo, quando o Peixe já ensaiava alguma cera. Enfim, é o estilo da Libertadores. (eBAND).
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