Dez empates em vinte e duas partidas disputadas até as quartas de final, quase a metade; trinta e sete gols marcados, média abaixo de dois por jogo. Estes são os números da Copa América 2011, que não tem exibido jogos empolgantes, apesar de as seleções participantes possuírem jogadores renomados no cenário do futebol mundial, entre eles o atual melhor do mundo eleito pela Fifa, Lionel Messi, que caiu com a Argentina no primeiro mata-mata.
Para o representante de uma empresa multinacional no Rio Grande do Sul, Carlos Ely, as equipes estão muito equiparadas na parte física, e as qualidades individuais não têm sobressaído. “É muito baixo o nível técnico, por isso eu acho que houve um grande número de empates”, argumenta. “O jogo da Argentina (contra o Uruguai) foi bastante truncado. O do Brasil com o Paraguai também, tanto que os dois times tentaram interromper o jogo um do outro na base da força”, reforça. Ely também diz estar decepcionado com os jogadores aclamados pela torcida brasileira para participarem da Copa 2010, os quais, na avaliação dele, não contribuíram.
O repórter do jornal colombiano Valle Virtual, Jose Velasco Tamayo, prefere fazer duas análises: uma dos jogos da fase classificatória, a outra das partidas das quartas de final. “Na primeira fase eu percebi um nível técnico muito baixo, uma vez que as equipes estavam apenas começando a realizar seus trabalhos e os treinadores a planejar as formações táticas. Mas, a partir da segunda fase já pude notar uma melhora. Penso que o nível tem aumentado agora, e esperamos ver grandes espetáculos nessa reta semifinal”, aposta o jornalista, cheio de otimismo.
Ao analisar os jogos das semifinais da Copa América, Jose Velasco não se arrisca a apontar um favorito à conquista do título. Para ele, a eliminação de Argentina e Brasil e a classificação de Venezuela e Peru mostram que as equipes Sul-Americanas estão muito homogêneas, e, com isso, não há nenhuma seleção disparada técnica e taticamente, com uma diferença muito grande em comparação com as demais. (Diário do Pará/ Jorge Luis Rodrigues, de Buenos Aires/Argentina)
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