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Jogador brasileiro vira holandês e sonha com Timão

O zagueiro Douglas, do Twente (HOL), está prestes a ser mais um dos jogadores brasileiros espalhados pelo mundo a defender uma seleção de outro país. Depois de dois anos e meio tentando, ele finalmente conseguiu se naturalizar holandês e agora tem grandes

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O zagueiro Douglas, do Twente (HOL), está prestes a ser mais um dos jogadores brasileiros espalhados pelo mundo a defender uma seleção de outro país. Depois de dois anos e meio tentando, ele finalmente conseguiu se naturalizar holandês e agora tem grandes chances de disputar a Eurocopa de 2012, como o próprio Douglas admite em entrevista ao band.com.br.



O zagueiro de 23 anos, nascido em Florianópolis, esbanja felicidade pelo objetivo conquistado, mas admite querer voltar ao Brasil algum dia para atingir mais uma meta na carreira: vestir a camisa do Corinthians. No Brasil, ele só atuou pelo Joinville, onde foi revelado. Em 2007, deixou o time catarinense para tentar a sorte no futebol holandês.



O zagueiro revelou seu time de coração quando perguntado em qual cidade brasileira gostaria de se concentrar com a seleção holandesa durante a Copa do Mundo de 2014. Embora as eliminatórias europeias sequer tenham começado, os dirigentes holandeses pediram para treinar na sede do Flamengo, na Gávea. Em junho deste ano, a delegação já ficou no Rio de Janeiro para o amistoso contra o Brasil no Serra Dourada – a partida terminou empatada por 0 a 0. Na ocasião, inclusive, os jogadores foram flagrados se divertindo em uma casa noturna.



“Eles devem ter gostado quando ficaram lá (risos). É uma das melhores cidades. Mas eu escolheria São Paulo para ficar perto da minha família, ter uma torcida maior e ver o Coringão. Jogar no Corinthians é meu sonho e da minha família. Mas ainda pretendo ficar um tempo na Europa. Penso em voltar daqui uns seis ou sete anos”, disse o jogador, em entrevista por telefone.



Prova do amor pelo Timão é que, apesar de se dizer completamente adaptado à Europa, Douglas admite que jamais vai perder seu lado brasileiro. “Nunca vou perder cultura, vou continuar sendo brasileiro por dentro. Sinto muitas saudades de estar junto com os amigos no final de semana, fazer churrasco... Mas também nunca fico sozinho aqui, sempre vem alguém”, acrescentou.



Recado para Mano e ‘medo’ de Neymar



Embora não esconda o carinho que guarda pelo Brasil, Douglas descarta qualquer possibilidade de voltar atrás em sua decisão e desistir de defender a Holanda, caso seja convocado antes pela Seleção. Uma possível convocação do técnico Mano Menezes não seduz o zagueiro. “Se acontecer, vou agradecer, mas não vou aceitar. Quando decidi me naturalizar, já tinha certeza do que queria”, garantiu.



Questionado sobre um hipotético confronto entre Brasil e Holanda, ele afirmou que a sensação seria completamente diferente. “Seria complicado enfrentar o Brasil, mas me dedicaria como em qualquer outro jogo para honrar a camisa da Holanda”, disse o zagueiro, que não teve dúvidas ao apontar qual atacante lhe daria mais “medo” de marcar. “O Neymar é muito bom. Vejo alguns jogos dele. É um atacante leve, habilidoso e com confiança”.



Holandês de coração



Para, enfim, poder vestir a camisa da Holanda, Douglas aguarda ansiosamente por uma liberação da Fifa. Como completará cinco anos vivendo no país apenas em agosto, ele precisa desse documento para defender a Laranja Mecânica. Mas o zagueiro garante que isso não deve ser problema para que ele seja convocado em fevereiro - seu principal objetivo, no momento, é disputar a Eurocopa de 2012, na Polônia e na Ucrânia. Ele está bastante otimista e disse que tudo deve ser resolvido nos próximos dias. A decisão de se naturalizar veio graças à boa adaptação que teve ao país.



“[Decidi porque] moro há quase cinco anos aqui com minha mulher e filha, já sabia falar a língua, vinha fazendo uma boa campanha com meu time... Estou muito feliz. Vou defender a Holanda com o coração. Agora, é me dedicar e esperar por uma oportunidade. A chance de uma convocação é grande. Há um ano, conversei com o técnico (Bert van Marwijk) e ele disse que poderia me convocar”, disse.



Segundo o zagueiro, as poucas chances que teria na seleção brasileira também motivaram sua decisão pela naturalização. Ele demonstrou humildade e reconheceu que dificilmente seria convocado. Tudo por conta da ótima safra de zagueiros do país.



“Os repórteres perguntavam os motivos de eu não ser convocado, já que vinha bem com o Twente. Não tinha chance na Seleção. A concorrência é grande. Eu não tinha condições. Tem o Lúcio, Juan, David Luiz...”, encerrou. (eBand)

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