O estado de saúde do presidente de honra da Fifa, João Havelange, é grave e inspira cuidados, segundo o único boletim médico divulgado até agora. Não há previsão de alta para o dirigente de 95 anos, que foi presidente da então Confederação Brasileira de Desportos (CBD) por 18 anos, entre 1956 e 1974, e da Fifa por 24 anos, entre 1974 e 1998. Um novo boletim será emitido nesta terça-feira.
O dirigente, responsável por conduzir o então genro Ricardo Teixeira à presidência da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), em 1989, foi internado com infecção grave na noite de domingo na Unidade Coronariana do Hospital Samaritano, em Botafogo, zona sul do Rio, e recebe tratamento com antibióticos por via venosa.
Nos últimos meses, o quase centenário dirigente diminuiu a frequência no escritório que mantém na rua da Assembleia, no centro do Rio. Antes marcava presença diariamente, agora faz visitas semanais. O período coincide com sua renúncia ao Comitê Olímpico Internacional (COI), no início de dezembro, do qual era o mais antigo membro, desde 1963.
Alegando “problemas de saúde”, Havelange deixou o COI antecipando-se a uma eventual condenação ou expulsão da entidade, que na mesma semana tomaria uma decisão sobre a investigação conduzida por seu Comitê de Ética acerca de denúncias de corrupção contra ele e Ricardo Teixeira. Pelas regras do COI, a renúncia encerrava o caso, e a investigação teve de ser abandonada. (Agência Estado)
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