A reunião entre CBF, Comitê Organizador Local (COL), governo brasileiro e Fifa, ontem, em Zurique, na Suíça, serviu não apenas para que o ministério do Esporte decidisse intervir no COL e fizesse as pazes com Jérôme Valcke, mas também para que os responsáveis pela organização da Copa do Mundo de 2014 resolvessem questões técnicas para o sucesso do Mundial no Brasil.
Um dos problemas que precisam ser resolvidos é com relação às obras de infraestrutura. Durante reunião de cerca de seis horas na sede da Fifa, o governo brasileiro apresentou dados que parecem ter tranquilizado um pouco os dirigentes da entidade. “Nas últimas semanas, reconhece-se que foram feitos vários avanços nas áreas de aeroportos e mobilidade urbana”, diz nota da Fifa.
Depois, em entrevista coletiva, o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, falou da possibilidade de utilização de aeroportos militares para garantir a eficiência do transporte entre as 12 sedes do Mundial. “Temos o grupo da Copa que considera todas as soluções e possibilidades do âmbito dos desafios de organização de operação para a Copa e essa opção (aeroportos militares) é considerada. Mas a forma, o detalhe, as condições, só podem ser reveladas quando resolvidas com o ministério da Defesa, que é em última instância a área responsável por essas operações”, explicou.
Outro ponto discutido foi a situação do Maracanã, depois que uma das empreiteiras que formam o consórcio responsável pela reforma do estádio, a Delta, saiu do negócio por causa do envolvimento em escândalos de corrupção. “A saída da Delta já obteve uma solução adequada, porque ela integrava um consórcio e foi simplesmente substituída pelas outras empresas que o integram. Como todos sabem, o Maracanã é obra do Governo do Estado do Rio de Janeiro, mas o ministério tem acompanhado as obras e não achamos que haja nenhum atraso que comprometa a entrega do obra no prazo”, comentou o ministro.
Uma grande preocupação continua sendo a aprovação da Lei Geral da Copa, que ainda tramita no Senado. Mas Aldo Rebelo garantiu que não há pressão do Executivo. “O Congresso é independente, soberano, e toma suas deliberações sem que o Executivo interceda”, avisou o ministro. Já o presidente da Fifa, Joseph Blatter, fechou a entrevista coletiva pedindo “solidariedade” do legislativo brasileiro. “Convido não apenas o Executivo, mas também o Legislativo para olhar para frente em solidariedade do benefício do País”, disse o dirigente suíço.
(Agência Estado)
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