Em busca de um empate que já lhe garante a classificação, o Vasco visita o Lanús nesta quarta-feira (09), a partir das 22 horas, em Buenos Aires, com duas grandes preocupações. A ausência do zagueiro Dedé é a mais aguda. Sem ele, a defesa vascaína se torna absolutamente comum. E o desfalque é ainda mais relevante quando não sofrer gols significa obter a classificação para as quartas de final da Libertadores.
Outro ponto de angústia é Cristóvão Borges. A eliminação na Libertadores pode custar o emprego do técnico, muito querido pelos jogadores. Ciente da pressão sobre seu trabalho, após ser criticado pela torcida nas derrotas nas duas decisões de turno do Campeonato Carioca, ele mantém a calma e procura demonstrar confiança. Mas lamenta profundamente a perda de Dedé.
“Acreditei que o Dedé fosse jogar. Existia uma chance. Mas qualquer lesão deste tipo traz um risco. Vamos torcer para que ele se recupere e esteja pronto para ajudar na sequência”, comentou o treinador, em referência ao edema ósseo na fíbula esquerda do zagueiro.
Diante dos questionamentos, Cristóvão Borges usa o desempenho vascaíno na competição como argumento. “Fomos o único clube brasileiro que ganhou a primeira partida das oitavas, essas coisas são significativas, mas poucos lembram”, desabafou o técnico, em referência à vantagem de 2 a 1 construída em São Januário, há uma semana, que permite ao Vasco avançar com qualquer empate ou até derrota por um gol de diferença caso marque pelo menos dois gols como visitante.
Mesmo assim, Cristóvão Borges promete uma postura ousada no jogo na Argentina e já confirmou a presença de Juninho Pernambucano e Felipe juntos no meio-de-campo. O técnico, no entanto, quer ver sua equipe jogando com inteligência e confessa que vai analisar o duelo entre o Lanús e o Flamengo, ainda pela fase de grupo, quando houve empate de 1 a 1.
“Eles (Flamengo) jogaram com um bloqueio defensivo importante e deu certo. Conseguiram controlar o jogo na Argentina e mereciam ganhar. Só não posso repetir o que o Joel (Santana, técnico) fez pelas características diferentes das equipes”, analisou Cristóvão Borges.
(Agência Estado)
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