plus
plus

Edição do dia

Leia a edição completa grátis
Edição do Dia
Previsão do Tempo 25°
cotação atual R$


home
MUNDO

Pelé acredita na preparação brasileira para a Copa

Quando foi convidado pela presidente Dilma Rousseff para ser embaixador da Copa no Brasil, em julho do ano passado, Pelé não imaginou que teria de fazer o papel, como ele mesmo diz, de “bombeiro”. Sua função seria promover o evento de 2014 no País e no ex

twitter Google News

Quando foi convidado pela presidente Dilma Rousseff para ser embaixador da Copa no Brasil, em julho do ano passado, Pelé não imaginou que teria de fazer o papel, como ele mesmo diz, de “bombeiro”. Sua função seria promover o evento de 2014 no País e no exterior. Afinal, ele participara dos comitês do Mundial nos Estados Unidos (1994), na Coreia do Sul/Japão (2002) e na África do Sul (2010). No Brasil, no entanto, Pelé se viu diante de obras atrasadas, indefinições, desentendimentos entre dirigentes, disputas clubísticas e construtoras sob investigação. “Não tem porque haver tantos problemas”, diz. “Há muita coisa atrasada, mas, se Deus quiser, vamos nos sair bem.”

Como sempre cheio de compromissos profissionais e ansioso pela conclusão de seu grande projeto no momento, o Museu Pelé, em Santos, o Rei continua encantado com Neymar e, profético, previu na quarta-feira que o Santos terá dificuldade para eliminar o Vélez Sarsfield. Se passar, leva o título da Libertadores.

Bola- Os prazos da Copa estão apertados e um relatório recente da Fifa mostra que as obras de alguns estádios estão muito atrasadas. O que acha disso?

Pelé - Eu fiz uma brincadeira e disse que a Dilma me convidou para ser embaixador e estou aqui para apagar fogueiras (risos). Há coisas que não dá para a gente entender. Nós somos brasileiros... Um exemplo: a presidente me pediu para ir ao Rio Grande do Sul porque estava dando aquele problema com o Grêmio e o Internacional. A Copa das Confederações já estava decidida que seria no campo do Inter. O Inter atrasou um pouco as obras, o Grêmio adiantou a construção do seu campo e queria dar uma rasteira no Inter. Eu fui falar com o governador (Olívio Dutra): ‘Somos todos brasileiros, por que essa briga?’ Agora, infelizmente, aconteceu esse negócio lá no Rio, no Maracanã, esse problema por causa da (Construtora) Delta, do (Carlinhos) Cachoeira. No próprio Brasil, um evento aqui dentro e essas brigas... Não tem porque, não dá para entender.

Bola- Como integrante do Comitê Organizador, você conseguiu fazer alguma coisa?

Pelé - A minha missão é mais conversar, como fiz lá no Rio Grande do Sul. Felizmente resolvemos o problema, assim como foi resolvido o do Itaquerão, que não se definia. Felizmente parece que agora vai.

Bola - Hoje, você está mais otimista ou preocupado com a Copa?

Pelé - É evidente que nós somos brasileiros e achamos que temos de fazer a melhor Copa do Mundo. Só como exemplo: eu, como brasileiro, me orgulho muito de ter sido embaixador da Copa no Japão e Coreia, a convite deles. Houve a briga porque achavam que deveria ser só Japão e depois entrou a Coreia, e eu estava trabalhando com o comitê japonês, mas saiu tudo bem. Quando os Estados Unidos pleitearam a Copa, eu trabalhei na organização. Eles fizeram uma das Copas mais organizadas, com dinheiro de empresas privadas, sem dinheiro público. Na África do Sul, o (Nelson) Mandela pediu para dar uma ajuda, e entregamos a Copa. No meu País, você acha que vou aceitar que dê algum problema? Essa é minha preocupação, mas, se Deus quiser, a gente vai sair bem. Só que está muito atrasado.

AE - Você também agiu na crise do Jérôme Valcke, secretário-geral da Fifa, por causa do famoso “chute no traseiro”?

Pelé - O ministro Aldo Rebelo (Esporte) ficou muito triste, muito chateado com a declaração do Valcke. Eu trouxe o (Joseph) Blatter (presidente da Fifa) aqui. Quando estive no Gabão, falei com o presidente Blatter que ele precisava vir aqui e ele veio. Graças a Deus houve essa união, porque foi indelicada pra chuchu aquela declaração do Valcke. Agora está tudo bem. Pelo menos o bombeiro funcionou, porque o presidente Blatter não queria vir aqui conversar com a Dilma.

Bola- Estamos a menos de três meses da Olimpíada. Qual sua opinião sobre a base convocada por Mano Menezes?

Pelé - A lista teve algumas surpresas, também pelo fato de ele poder usar jogadores acima do limite de idade de 23 anos. Pelo que vimos nesses últimos anos, eu acho que o Arouca tinha de ter sido convocado, pelo que vem jogando. Falta o Dedé, do Vasco. O Brasil não enfrenta dificuldades porque tem muitos jogadores bons. Só acho que tem de haver uma decisão, dizer ‘a equipe é essa’ e treinar, senão fica na dificuldade que a profissional está tendo, não tem base. Uma coisa que muitos esquecem, ou melhor, se lembram mas não elogiam: o João Saldanha, que era treinador interino do Botafogo, era jornalista, e o que fez em 70? Estava com dificuldade, pegou os dois melhores times brasileiros, Santos e Botafogo, e fez a base. Depois trouxe Tostão, trouxe Rivellino, mas tinha uma base, coisa que nós não temos ainda.

(Agência Estado)

VEM SEGUIR OS CANAIS DO DOL!

Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.

Quer receber mais notícias como essa?

Cadastre seu email e comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Conteúdo Relacionado

0 Comentário(s)

plus

    Mais em Mundo

    Leia mais notícias de Mundo. Clique aqui!