Empresa sediada em Dubai, a companhia aérea Emirates não renovará seu contrato de patrocínio com a Fifa para as Copas de 2018 e 2022. O anúncio foi feito pela empresa nesta segunda-feira (3). A Emirates foi uma das patrocinadoras do evento em três edições: 2006, 2010 e 2014.
"A decisão foi tomada a partir da avaliação de uma proposta de contrato da Fifa que não alcançou as expectativas da Emirates", disse a empresa em comunicado.
Segundo o jornal britânico "The Guardian", a saída do patrocinador está ligada aos sucessivos casos de corrupção vinculados à entidade máxima do futebol.
A força-tarefa para investigar as acusações de corrupção em torno da eleição do Qatar como sede da Copa de 2022, agendada para janeiro ou fevereiro de 2015, teria sido a gota d'água para a Emirates.
"Quando patrocinadores começarem a se incomodar a Fifa começará a sentir dor. É uma organização montada para fazer o máximo dinheiro possível a partir do futebol. Eles se darão conta dessa saída dos patrocinadores, sem dúvida", disse Damian Collins, político do Partido Conservador e membro do Parlamento.
Tipicamente, a Fifa fecha contrato com seis grandes parceiros comerciais pelo período de duas Copas do Mundo. Os seis patrocinadores da Copa de 2014 -Adidas, Coca-Cola, Emirates, Hyundai, Sony e Visa-pagaram 700 milhões de dólares pelo ciclo de quatro anos.
Quatro dessas empresas renovaram pelo menos até 2022. A Sony ainda é exceção.
A empresa aérea Qatar Airways é cota como substituta da Emirates, que atualmente tem contratos com alguns dos maiores clubes europeus, como Arsenal, Real Madrid e Paris Saint-Germain. A empresa contratou Pelé e Cristiano Ronaldo como linha de frente de sua campanha de marketing para a Copa no Brasil.
(Folhapress)
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