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Hora da decisão: Barça e Juventus duelam em Berlim

Aos 23 anos, Neymar parece ter tudo o que um jogador sempre sonhou: muito dinheiro, fama de ídolo, status de craque internacional em um dos clubes mais badalados do mundo e atual referência da seleção brasileira. Mas é neste sábado (6) que ele pode obter

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Aos 23 anos, Neymar parece ter tudo o que um jogador sempre sonhou: muito dinheiro, fama de ídolo, status de craque internacional em um dos clubes mais badalados do mundo e atual referência da seleção brasileira.

Mas é neste sábado (6) que ele pode obter a conquista mais importante de sua trajetória profissional até agora: a Liga dos Campeões da Europa, torneio de clubes mais prestigiado do planeta.

Campeão da Taça Libertadores pelo Santos em 2011, o atacante do Barcelona afirmou ontem que a final contra a Juventus, no Estádio Olímpico de Berlim, na Alemanha, é o maior jogo da sua carreira. “Já joguei muitas finais, mas acredito que essa é a principal, o jogo mais importante de minha vida”, disse.

De um lado, o temido trio “MSN” - com Messi, Suárez e Neymar, responsáveis por 120 gols na temporada -, que quer dar ao Barça a quinta taça europeia. Do outro estará a Juventus, do decisivo argentino Tévez e dos veteranos Pirlo e Buffon. Na semifinal, os italianos desclassificaram o poderoso Real Madrid de Cristiano Ronaldo, que defendia o título europeu. Agora, querem derrubar novamente o favoritismo de outro clube espanhol.

A performance de Neymar na temporada foi inquestionável: titular absoluto, autor de 38 gols (nove deles na Liga dos Campeões). Já o maior astro do Barcelona, o argentino Messi pode se transformar no primeiro jogador a fazer gol em três finais de uma Liga dos Campeões (marcou nas decisões de 2009 e de 2011).

O Barcelona chega à sua quarta decisão em nove anos depois de desclassificar o Bayern, de seu ex-treinador Pep Guardiola, na semifinal. Leva um óbvio favoritismo sobre a equipe italiana, sobretudo por causa de sua força ofensiva: são, por exemplo, 28 gols contra 16 do adversário na competição.

Detentora de dois títulos europeus, a Juventus retorna 12 anos depois a uma final do torneio - perdeu a da temporada 2002/2003 para o rival Milan, nos pênaltis.

A Juve acaba de conquistar seu quarto título consecutivo do Italiano e desbancar uma força como a do Barcelona selaria uma temporada histórica para o time do treinador Massimiliano Allegri.

“É justo dizer que um time com Messi, Suárez Neymar e Iniesta é favorito”, afirmou o arqueiro Buffon, de 37 anos, campeão da Copa de 2006. “Os torcedores da Juventus preferiam outro time na final, Real Madrid ou Manchester City. Eu tenho um filho que é fã do Messi e outro do Neymar, e eles não sabem o que querem nesse jogo”, brincou o jogador italiano, que estava na final de 2003.

(Folhapress)

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