A última partida da Copa América 2015 foi disputada na noite deste sábado (04), no Estádio Nacional de Santiago, e o Chile - os donos da casa - conquistaram o título de campeão em cima da Argentina. A vitória drámatica foi decidida após os 120 minutos de jogo no tempo normal, nos pênaltis.
Higuaín e Banega erraram a penalidade para os argentinos e, com isso, o Chile conquistou o primeiro título da competição sul-americana.
Quase inteiramente tomado de vermelho, com bandeiras do Chile balançando, o Estádio Nacional apoiou a seleção chilena durante toda a partida. Pequenos focos mais claros apoiavam a seleção argentina. O favoritismo argentino foi dissipado logo no início do jogo. O técnico argentino Jorge Sampaoli armou a seleção chilena em um 3-4-1-2, com Aranguiz, Vidal e Valdivia no meio de campo. Com marcação intensa na saída de bola argentina e troca de passes rápida, o Chile passou a maior parte do primeiro tempo com o domínio da posse de bola. No entanto, esbarrou na limitação técnica dos atacantes Alexis Sánchez e Vargas.
A Argentina investiu em contra-ataques e jogadas individuais. Seus principais jogadores, como Messi e Pastore, tiveram atuações apagadas durante toda a partida.
No primeiro tempo, os argentinos pararam em boas defesas de Bravo em duas ocasiões. Em uma delas, o goleiro chileno espalmou no reflexo uma cabeçada de Aguero na pequena área.
Aos 29 minutos do primeiro tempo, a Argentina perdeu um dos seus principais jogadores. O meia Di María sentiu dores na coxa direita e teve que sair de campo e dar lugar a Lavezzi.
No segundo tempo, a dinâmica foi mantida. Mais cansados, os chilenos apelaram às faltas para parar Messi e os contra-ataque rivais. Com o Chile hesitante no momento de finalizar e a Argentina sem posse de bola, os goleiros pouco trabalharam no segundo tempo. Alexis Sánchez teve a chance de fazer o gol do título aos 37 minutos do segundo tempo, mas desperdiçou belo lançamento de Aránguiz e chutou para fora.
Dez minutos depois, a Argentina perdeu chance ainda melhor em contra-ataque. De frente para o goleiro, Lavezzi passou para Higuain, que não conseguiu alcançar e chutou a bola para fora com o gol vazio.
Com o empate, a partida foi para a prorrogação. Com os atletas extenuados, o ritmo da partida diminuiu, com algumas quedas e paradas devido a cãibras. Sem grandes oportunidades criadas nem gols marcados, a partida foi para os pênaltis.
Nas cobranças, as duas primeiras foram convertidas pelos batedores (Messi e Fernández). Vidal acertou seu pênalti, mas Higuaín chutou para fora. Aránguiz converteu a terceira cobrança chilena, e Bravo defendeu a batida de Banega. Com muita frieza, Alexis Sánchez bateu o último pênalti com um tipo de cavadinha e a bola entrou lentamente para dar o inédito título aos chilenos.
FICHA TÉCNICA
CHILE: Bravo; Isla, Silva, Díaz, Medel e Beausejour; Aránguiz, Vidal e Valdivia (Matías Fernández, 28'/2ºT); Sánchez e Vargas (Henríquez, 4'/1ºT P). Técnico: Jorge Sampaoli
ARGENTINA: Romero; Zabaleta, Demichelis, Otamendi e Rojo; Mascherano, Biglia e Pastore (Banega, 35'/2ºT); Messi, Di María (Lavezzi, 28'/1ºT) e Aguero (Higuaín, 28'/2ºT). Técnico: Gerardo Martino
Arbitragem: Wilmar Roldán, auxiliado por Alexander Guzmán e Cristian De la Cruz (trio colombiano)
Cartões amarelos: Silva, Medel, Díaz, Aránguiz (C); Mascherano, Rojo, Banega (A)
Público: 45.693 pessoas
Local: Estádio Nacional, Santiago
(DOL com informações da Folhapress)
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