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Técnico acusa UFC de encobrir doping de Belfort

Ex-campeão dos meio-pesados (93 kg ) do UFC, Vitor Belfort retorna ao octógono diante do veterano Dan Henderson no próximo dia 7 de novembro, em São Paulo, em uma das trilogias mais aguardadas dos últimos tempos. Treinador de jiu-jitsu de ‘Hendo’, o brasi

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Ex-campeão dos meio-pesados (93 kg ) do UFC, Vitor Belfort retorna ao octógono diante do veterano Dan Henderson no próximo dia 7 de novembro, em São Paulo, em uma das trilogias mais aguardadas dos últimos tempos. Treinador de jiu-jitsu de ‘Hendo’, o brasileiro Ricardo “Pantcho” Feliciano revelou, em entrevista exclusiva à Ag. Fight, que tentou evitar que a luta acontecesse no Brasil para que o ‘Fenômeno’ não fosse “acobertado por uso de doping”, sugerindo que Vitor usa substâncias proibidas, além testosterona. Sobrou até para o UFC, a quem o treinador também acusou de fazer vista grossa em casos de doping, quando lhe convém.

A primeira vez que um caso de doping de Belfort veio a público foi justamente após a primeira luta do brasileiro contra Dan Henderson, ainda em 2006, quando o carioca foi batido por pontos e testou positivo com elevados índices de testosterona no corpo, em duelo realizado no extinto Pride. Em 7 de fevereiro de 2014, Vitor foi submetido a um exame antidoping surpresa e mais uma vez flagrado com níveis de testosterona bem acima do permitido, época em que o lutador fazia TRT (Terapia de Reposição de Testosterona). Na ocasião, o atleta alegou que teria tomado uma dose a mais por conta de uma viagem e o tratamento acabou sendo banido pela Comissão Atlética logo depois.

Em sua última luta, em maio desse ano, quando acabou nocauteado por Chris Weidman no primeiro round, o campeão acusou o brasileiro de continuar a se dopar já que, apesar da proibição da TRT, Belfort apareceu nos exames realizados na época com níveis mais altos do que o campeão dos médios (84 kg), oito anos mais novo, tanto para testosterona, quanto para a taxa de testosterona-epitestosterona.

“Não é novidade para ninguém no mundo do MMA, fãs e o público em geral, que o Belfort não luta limpo. Ele usa os anabolizantes dele e eu acho que não se restringe apenas à testosterona. O fato é que ele já foi pego várias vezes e nada aconteceu. Esse foi o motivo pelo qual nós não queríamos que a luta acontecesse no Brasil, exatamente para que o Vitor não fosse acobertado. E pelo jeito, parece que o UFC também acobertou o Jon Jones, então acabou que a gente viu que não ia ter diferença entre lutar no Brasil ou nos EUA”, afirmou Ricardo Pantcho.

(DOL, com informações de Band)

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