O pai do jogador brasileiro Lucas Piazon, acusado de abuso sexual durante os Jogos Pan-Americanos de Toronto, afirmou nesta terça-feira (26) que a Justiça canadense extinguiu o processo contra o meia "por falta de evidências e provas".
O advogado contratado pela família do atleta, Brian Greenspan, disse ao "Toronto Star" que a polícia sabia que a rejeição do processo era inevitável.
RELEMBRE O CASO
Em 29 de outubro do ano passado, a Polícia de Toronto comunicou que estava à procura de Piazon, ex-São Paulo, e Andrey da Silva Ventura, goleiro do Botafogo-SP, por crime de abuso sexual.
Os dois atletas defenderam a seleção brasileira de futebol no Pan, em julho, quando conquistaram a medalha de bronze."No sábado, dia 25 de julho de 2015, uma mulher de 21 anos e uma amiga conheceram dois homens em uma casa noturna na cidade de Toronto. Os dois acompanharam as mulheres até a casa de uma delas. Uma vez dentro da casa, os dois homens abusaram sexualmente de uma delas", disse à época o comunicado da polícia de Toronto.
Apesar de serem enquadrados na mesma infração, os mandados foram distintos. Ventura teve um dito "Canadá amplo", ou seja, válido para todo o território canadense.
Já o do ex-são-paulino era restrito à província de Ontario, onde fica Toronto. A decisão sobre a abrangência de cada mandado foi tomada pela Justiça.Segundo a detetive Joanne Rudnick, a queixa foi feita pelas duas mulheres no dia seguinte à ocorrência.
O motivo da demora para a divulgação pública se deu porque o caso correu em sigilo e houve consultas com a Procuradoria-Geral de Ontario.Piazon foi revelado pelo São Paulo e já teve passagens por Chelsea, Málaga, Vitesse e Eintracht Frankfurt. Atualmente, joga pelo Reading, da Inglaterra.
Andrey, por sua vez, começou a sua carreira no Botafogo do Rio e se transferiu para o Botafogo-SP no ano passado. De acordo com o "Toronto Star", não está claro se a acusação contra ele também será extinta.
(Folhapress)
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