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Vídeo de gestos racistas é enviado a Conmebol

Na derrota do Palmeiras por 1 a 0 para o Nacional nesta quinta-feira (17), em Montevidéu, um torcedor do time da casa fez gestos racistas direcionados ao atacante Gabriel Jesus, no segundo tempo do jogo. O jagador chegou a reclamar com o árbitro, que mand

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Na derrota do Palmeiras por 1 a 0 para o Nacional nesta quinta-feira (17), em Montevidéu, um torcedor do time da casa fez gestos racistas direcionados ao atacante Gabriel Jesus, no segundo tempo do jogo. O jagador chegou a reclamar com o árbitro, que mandou seguir a partida.

Veja o vídeo:

A diretoria do clube brasileiro pegou vídeos das atitudes dirigidas ao jogador e já encaminhou à Conmebol, organizadora da Libertadores.

Além disso, os dirigentes conversaram com o delegado da partida logo após o apito final, solicitando que o ato de discriminação fosse relatado oficialmente de alguma forma, seja na súmula de arbitragem, seja no relatório do jogo. O delegado confirmou à diretoria que as informações seriam registradas.

Em nota nesta sexta (18), o Palmeiras repudiou os atos racistas.

"A Sociedade Esportiva Palmeiras vem a público para repudiar os atos racistas cometidos contra o atleta Gabriel Jesus na noite da última quinta, em Montevidéu. O clube reitera que condena quaisquer práticas que discriminem seres humanos por sua raça, cor, etnia, religião, gênero ou procedência nacional.Informamos que, por meio do delegado da partida, encaminhamos as imagens para a Confederação Sul-Americana de Futebol a fim de que se tome as providências cabíveis", diz o documento.

Em dezembro do ano passado, Gabriel Jesus já havia mostrado aborrecimento com conduta que considerou preconceituosa. Após ter sido divulgado em redes sociais um vídeo em que ele aparecia sendo parado em uma blitz policial no bairro Jardim Peri, na zona norte de São Paulo, ele publicou mensagem em que lamentava a conduta dos policiais.

"Foi apenas um enquadro onde um menino da pele escura não pode andar em um carro bonito e na comunidade onde cresceu [sem] que a polícia mande parar. Todos sabem que é difícil ser negro e andar em um carro bonito na comunidade onde crescemos. Quem me conhece sabe o meu caráter", escreveu.

(Folhapress)

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