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E se Phelps fosse um país?

Recordista histórico de ouros, de medalhas e de conquistas em uma única edição de Olimpíada, o norte-americano Michael Fred Phelps chegou ao Brasil com o seu nome na história já consagrado e praticamente sem feitos a superar. Como se isso não fosse o suf

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Recordista histórico de ouros, de medalhas e de conquistas em uma única edição de Olimpíada, o norte-americano Michael Fred Phelps chegou ao Brasil com o seu nome na história já consagrado e praticamente sem feitos a superar.

Como se isso não fosse o suficiente, o nadador ainda foi veio a Rio-2016 com uma idade avançada para a modalidade (31 anos), uma aposentadoria, em 2012, e alguns resultados pífios no retorno, em 2014. Porém, eis que Phelps, ignorando qualquer dificuldade, conquistou medalhas douradas o suficiente para colocá-lo na briga não com outros atletas, mas com alguns países no quadro de vitórias dos Jogos Olímpicos.

Sem contar a prova de ontem, o americano tem apenas duas medalhas de ouro a menos que o Brasil na história das olimpíadas.

Os seus 22 ouros igualam a Etiópia e superam Argentina (19), Áustria (18), Jamaica (17), México (13) e a soma dos ouros dos demais países sul americanos – (dez medalhas de divididas entre Uruguai, Venezuela, Colômbia, Chile, Equador e Peru). Até a última sexta-feira (12), a marca de Michael Phelps já era o suficiente para colocá-lo na 40ª posição do atual ranking de medalhas entre países. É muito pouco provável que algum atleta de outra modalidade, ou mesma da própria natação, repita essas marcas.

Americano venceu até fora d’água

O teste maior vencido pelo nadador americano ao longo de sua carreira não se encontrava nas piscinas de lugar nenhum do mundo. Foi exatamente quando ele se afastou delas que esse desafio se apresentou: a depressão. O jovem Michael Fred Phelps, abandonado pelo pai ainda jovem e tratado ora como uma aberração ora como um gênio das piscinas desde os sete anos, se deu conta, ao final de 2012, que longe das piscinas o que lhe restava era uma vida turbulenta.

Sempre ao lado de más companhias, mais interessadas no que poderiam conseguir com ele do que em ouvir seus problemas, aos 27 anos, longe dos compromissos com o esporte, Phelps não conseguia encontrar satisfação em nada que fizesse. O Alcoolismo, escândalos - como um acidente de trânsito causado pela embriaguez – lhe custaram anos difíceis. A primeira tentativa de retornar às piscinas, em 2014, foi frustrante - o nadador não conseguiu vencer nenhuma prova em torneios nacionais.

A reta final de preparação para as Olimpíadas contou com duas ajudas especiais. uma clínica e Nicole Johnson, sua esposa. O casal teve idas e vindas ao longo dos anos, mas o nacimento de Boomer, primeiro filho do nadador, é tido por amigos como a inspiração que lhe faltava.

Fenômeno das piscinas nasceu para ser o cara

Além de toda a dedicação e treinamentos, Michael Phelps demonstra ser um fenômeno da natureza para a natação. O atleta é dono de algumas características naturais peculiares que lhe trazem alguma vantagem nas piscinas. Seus braços são maiores do que a média, proporcionalmente.

A distância entre os braços – 2,10m – é maior do que a própria altura de Phelps - 1,93m. Além dos braços longos, seus pés grandes – número 43 – também são capazes de dobrar 15 graus a mais que a maioria.

Outro fator que o torna único, e que não foi totalmente desvendado pela ciência, é o fato de o nadador produzir menos moléculas de lactato (moléculas que aumentam a fadiga durante o processo de recuperação) após atividade física.

A recuperação do nadador é tão alta que o norte-americano se habituou a competir em várias modalidades diferentes no mesmo dia. Até os pulmões de Phelps também têm o dobro do tamanho esperado para um adulto.

Mas, aliado a essa ajuda da natureza, Michael uniu uma rígida programação de treinos diários em três horários diferentes. A alimentação nutricional controlada é de assombrosas dez mil calorias diárias contra os pouco mais de dois mil recomendados a um não-atleta.

(Taion Almeida / Diário do Pará)

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