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Carateca paraense é medalha de ouro no Sul-America

A carateca paraense Lívia Vale da Silva, faixa preta de 16 anos, voltou com medalha de ouro do 10º Campeonato Sul-Americano de Karatê, organizado pela JKA (Japan Karate Association). A competição foi disputada na cidade de Santiago, no Chile, entre os 3 e

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A carateca paraense Lívia Vale da Silva, faixa preta de 16 anos, voltou com medalha de ouro do 10º Campeonato Sul-Americano de Karatê, organizado pela JKA (Japan Karate Association). A competição foi disputada na cidade de Santiago, no Chile, entre os 3 e 4 de setembro. Lívia Vale da Silva conquistou o 5º lugar no kata individual, o 3º lugar no kata por equipe, e foi campeã no kumite por equipe.

Lívia Vale da Silva é treinada pelo sensei Adalberto Santos desde que começou a praticar o caratê, aos 8 anos. Ela participa de competições desde os 9 anos e o Sul-Americano foi a sua quarta competição internacional (três campeonatos sul-americanos e um mundial), além de já ter disputado 12 campeonatos nacionais.

Em 2014, ela foi campeã brasileira no campeonato nacional organizado pela Confederação Brasileira de Karatê-Dô Tradicional (CBKT). Com o título, ela se classificou para a disputa do mundial da Eslovênia, mas não conseguiu competir por falta de patrocínio.

Com mais de 50 medalhas de ouro já conquistadas, a carateca já garantiu cinco títulos nacionais e também é pentacampeã paraense. Em seu primeiro Campeonato Sul-Americano ficou em terceiro lugar no kata e no kumite individual. No segundo sul-americano que disputou foi terceira colocada no kumite individual, campeã no kata por equipe e ficou em segundo lugar no kumite por equipe.

Agora, Lívia Vale da Silva se prepara para a disputa do Campeonato Estadual de Caratê, que será em novembro. No próximo ano, ela vai começar a disputar os campeonatos que serão classificatórios para as Olimpíadas do Japão, de 2020, como o Campeonato Brasileiro da JKA, em Goiânia (GO), que além de contar pontos para o ranking que irá definir a seleção brasileira.

A carateca afirma que, com a entrada do caratê nas Olimpíadas, a partir dos Jogos do Japão de 2020, o esporte vai ganhar uma nova perspectiva: “Muda tudo, a forma da gente enxergar o esporte, muda o nosso foco, o objetivo agora vai para as Olimpíadas. Acho que o sonho de qualquer atleta é o de chegar nas Olimpíadas. E um esporte olímpico abre muitas outras portas. Abre portas de patrocínio, além de dar maior visibilidade para o atleta”.

Ela conta que a disciplina do caratê ajuda a conciliar os treinos e viagens com os estudos. “Sempre procuro estudar bastante em intervalos de treinos e de competições, tento me manter sempre com notas acima da média. E o caratê ajuda muito na disciplina, nos ensina a manter o foco, é uma via de mão dupla”, diz Lívia.

(Com informações da Seel)

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