Como aconteceu sete vezes nos últimos oito anos, o argentino Lionel Messi, 29, e o português Cristiano Ronaldo, 31, voltam a figurar entre os três melhores jogadores do mundo em eleição realizada pela Fifa – a exceção foi 2010, quando Cristiano perdeu lugar para Iniesta e Xavi.
O terceiro elemento da vez é o francês Antoine Griezmann, 25, que pela primeira vez chega à decisão, ainda que com poucas chances de ganhar.
O resultado será divulgado em 9 de janeiro, em Zurique.
O "Pequeno Príncipe", tal como foi apelidado pelos torcedores do Atlético de Madri devido à semelhança física com o personagem criado pelo escritor Antoine de Saint-Exupéry (1900-1944), desbancou outros 17 jogadores que disputavam a vaga.
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Entre eles estava Neymar, 24, o principal concorrente de sua geração.Se o brasileiro e seus fãs projetam mais facilidade nessas eleições no futuro, quando Messi e Cristiano estiverem mais próximos da aposentadoria, Griezmann talvez seja a principal razão para reconsiderarem o raciocínio.
Em 2016, o meia-atacante fez uma temporada dos "quases", tendo sido vice da Liga dos Campeões e da Eurocopa.
Protagonista criativo no Atlético de Madri, ele fez gols nas quartas de final e nas semifinais, ajudou a eliminar Barcelona e Bayern de Munique e levou o time à final da Liga dos Campeões para enfrentar o Real Madrid.
Contudo, sairia decepcionado após ter perdido um pênalti no tempo regulamentar. Nos pênaltis, o Atlético perderia o título.
"Griezmann sabe se colocar muito bem, sempre está no lugar certo, acha sempre o lugar entre as linhas para receber a bola e ficar de frente para os zagueiros. Não perde a bola, finaliza como ninguém e sabe dar assistências. Além disso, faz o time ganhar nos momentos difíceis", diz à Folha de S.Paulo Filipe Luis, lateral do Atlético e da seleção brasileira.
Pragmático, ele dispensa jogadas mais plásticas – como as que Neymar domina – em nome de arrancadas e finalizações. Sua velocidade é a base dos contra-ataques do Atlético e da seleção francesa.
Na Eurocopa, fez dois gols contra a Irlanda, nas oitavas; deu duas assistências contra a Islândia, nas quartas; e anotou mais dois tentos contra a Alemanha, na semifinal.
Eleito melhor jogador do torneio, ele lamentou novamente uma derrota na final, desta vez para Portugal.
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A disputa entre o francês e Neymar tem repercutido nos últimos anos do Espanhol.
Na temporada 2015-2016, o brasileiro fez dois gols a mais, 24, mas quem ganhou o prêmio de melhor jogador do campeonato foi Griezmann.
No ano anterior, o francês já havia tomado a vaga de Neymar na seleção da competição. Em 2013-2014 foi campeão, deixando o Barça em segundo.
(Folhapress)
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